Alguns pontos de passagem para Gaza foram abertos à ajuda humanitária, e Leão XIV não perdeu tempo: encarregou a Esmolaria Apostólica de enviar medicamentos para as crianças feridas e doentes. Através do “pronto socorro do Papa”, partiram de imediato com destino ao enclave cinco mil antibióticos, que já foram “distribuídos a quem deles precisava”, avança esta terça-feira, 14 de outubro, o portal Vatican News.
“Damos continuidade às palavras contidas na exortação apostólica Dilexi te, dedicada aos pobres, porque é necessário agir, dar atenção a quem está em necessidade”, justifica o cardeal Konrad Krajewski, prefeito do Dicastério para o Serviço da Caridade. O responsável pela Esmolaria, sublinha que, de acordo com o texto do Papa divulgado na semana passada, a direção que a Igreja segue é clara, pois “sabe que o seu anúncio do Evangelho é credível somente quando se traduz em gestos de proximidade e acolhimento”.
Os antibióticos foram distribuídos através do Patriarcado Latino de Jerusalém, instituição à qual o Vaticano foi sempre enviando dinheiro ao longo dos dois anos de guerra, destinado sobretudo à compra de alimentos e combustível.
Nos últimos dias, a caridade do Papa voltou a chegar também à Ucrânia. Depois de diversas missões para levar ajuda, geradores de energia e roupas térmicas para enfrentar o frio, voltaram a chegar a Kharkiv centenas de pacotes identificados com as bandeiras do Vaticano e da Ucrânia, e com a inscrição, em italiano e ucraniano: “Presente de Papa Leão XIV à população de Kharkiv”. Dentro deles, há alimentos enlatados, óleo, massa, carne e também produtos de limpeza.
“É a maneira pela qual o Pontífice se faz próximo do sofrimento e da dor de um povo enfraquecido por anos de guerra, que ainda não vislumbra a luz da paz”, concluem os média do Vaticano.










