Papa Francisco: Repensar o destino comum perante o ressurgimento de tendências nacionalistas

| 7 Jan 19

O Papa Francisco convidou a comunidade internacional a “repensar o nosso destino comum” perante o “ressurgimento de tendências nacionalistas que minam a vocação de as organizações internacionais serem espaço de diálogo e encontro para todos os países”.

Nesta segunda-feira, 7 de janeiro, aquando das felicitações de ano novo por parte do corpo diplomático acreditado na Santa Sé, Francisco dirigiu aos embaixadores um discurso de aproximadamente uma hora, pedindo soluções para conflitos que assentem na boa vontade, na boa fé e na abertura para se comprometer com o outro. Em quatro partes, o Papa falou da primazia da justiça e do direito, da defesa dos mais fracos, da construção de pontes entre os povos e da necessidade de repensar o nosso destino comum.

Baseando-se na sua própria mensagem para o Dia Mundial da Paz, celebrado a 1 de janeiro, o Papa argentino voltou a lembrar que “a boa política está ao serviço da paz” e, servindo-se do exemplo da Síria, sugeriu que os líderes devem “dar voz a quem não tem voz”, apelando à comunidade internacional para encontrar uma “solução política para um conflito que, no fim, terá apenas derrotados”.

Como “sinais de paz”, o Papa Francisco destacou o acordo diplomático entre a Etiópia e a Eritreia, que pôs fim a vinte anos de conflito, bem como os sinais positivos na Península coreana. Neste caso, afirmou, a Santa Sé espera que se consigam “enfrentar também as questões mais complexas com uma atitude construtiva e levar a soluções partilhadas e duradouras, bem como assegurar um futuro de desenvolvimento e cooperação para o povo coreano inteiro”.

Perante os 183 representantes de países de todo o mundo, Francisco condenou mais uma vez a proliferação das armas nucleares, afirmando: “As armas de destruição de massa, em particular as atómicas, geram unicamente um sentido enganador de segurança e não podem constituir a base da convivência pacífica entre os membros da família humana que, ao contrário, deve inspirar-se numa ética de solidariedade.”

O Papa lembrou ainda a importância da preservação do meio ambiente, condenando os efeitos dramáticos da exploração da natureza, em especial na Amazónia, que “estará no centro da próxima assembleia especial do Sínodo dos Bispos, prevista para o mês de outubro no Vaticano”.

 

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