Papa Francisco: um mundo cada vez “mais cruel com os excluídos”

| 4 Jul 19 | Cooperação e Solidariedade, Igreja Católica, Newsletter, Papa Francisco, Sociedade - homepage, Últimas

 

O Papa critica a sociedade “cada vez mais elitista” e mais “cruel com os excluídos”, que rejeita o acolhimento de pessoas que fogem da guerra e da pobreza. Numa mensagem em vídeo divulgada terça-feira, a propósito do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado (que a Igreja Católica assinala a 29 de Setembro), Francisco diz: “Não se trata apenas de migrantes: é sobre não excluir ninguém. O mundo de hoje é cada vez mais elitista e todos os dias é mais cruel com os excluídos”.

O desenvolvimento desigual entre países e continentes é outra das reflexões deixadas pelo Papa. As nações em vias de desenvolvimento continuam “a esgotar os seus melhores recursos naturais e humanos em benefício de alguns mercados privilegiados”, refere. “O desenvolvimento autêntico é aquele que é inclusivo e visa incluir todos os homens e mulheres do mundo, promovendo o seu crescimento integral, e também preocupando-se com as gerações futuras. O verdadeiro desenvolvimento é inclusivo e fecundo, projectado para o futuro.”

A Igreja assinala o Dia Mundial dos Migrantes e Refugiados desde 1914. O tema escolhido pelo Papa este ano (“Não se trata apenas de migrantes”, é acompanhado por uma campanha multimédia de divulgação, da responsabilidade da secção Migrantes e Refugiados do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, do Vaticano.

No próximo dia 8 de Julho, o Papa celebra uma eucaristia em Roma com um grupo de migrantes e refugiados de várias nacionalidades, acompanhados por voluntários que trabalharam em missões de resgate, com o intuito de assinalar o sexto aniversário da visita que fez à ilha italiana de Lampedusa – que acaba de ser cenário de mais uma batalha entre o actual Governo italiano de direita xenófoba anti-migrantes e os activistas de organizações humanitárias que procuram salvar pessoas à deriva no Mediterrâneo.

Comentando a polémica, o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, afirmou: “Penso que a vida humana deve ser salva, de qualquer maneira. Portanto, isso deve ser a estrela polar que nos guia, tudo o resto é secundário.”

Artigos relacionados

“No tempo dividido” – Mistagogia da temporalidade na poesia de Sophia

“No tempo dividido” – Mistagogia da temporalidade na poesia de Sophia

Sophia chegou cedo. Tinha dez ou onze anos quando li O Cavaleiro da Dinamarca, cuja primeira edição data de 1964. É difícil explicar o que nos ensina cada livro que lemos. Se fechar os olhos, passados mais de 30 anos, recordo ainda que ali aprendi a condição de pe-regrino, uma qualquer deriva que não só nos conduz de Jerusalém a Veneza, como – mais profundamente – nos possibilita uma iniciação ao testemunho mudo das pedras de uma e às águas trémulas dos canais da outra, onde se refletem as leves colunas dos palácios cor-de-rosa.

Apoie o 7 Margens

Breves

Papa Francisco anuncia viagem ao Sudão do Sul em 2020 novidade

“Com a memória ainda viva do retiro espiritual para as autoridades do país, realizado no Vaticano em abril passado, desejo renovar o meu convite a todos os atores do processo político nacional para que procurem o que une e superem o que divide, em espírito de verdadeira fraternidade”, declarou o Papa Francisco, anunciando deste modo uma viagem ao Sudão do Sul no próximo ano.

Missionários constroem casa para cuidar e educar as vítimas do terramoto no Nepal

Mais de 400 crianças órfãs, pobres e com debilidades físicas vítimas do terramoto de 2015 no Nepal, residem hoje na casa de crianças Antyodaya em Parsa (centro do país). A casa, que foi construída em 13 de maio de 2017, tem o propósito “de alcançar as crianças mais desafortunadas das aldeias mais remotas, oferecendo-lhes educação e desenvolvimento pessoal”.

Inscreva-se aqui
e receba as nossas notícias

Boas notícias

É notícia

Entre margens

Manuela Silva e Sophia novidade

Há coincidências de datas cuja ocorrência nos perturbam e nos sacodem o dia-a-dia do nosso viver. Foram assim os passados dias 6 e 7 do corrente mês de Novembro. A 6 celebrou-se o centenário do nascimento de Sophia e a 7 completava-se um mês sobre a partida para Deus da Manuela Silva.

“Unicamente o vento…”

Teimosamente. A obra de Sophia ecoa. Como o vento. Como o mar. Porque “o poeta escreve para salvar a vida”. Aquela que foi. Que é. A vida num ápice. Luminosa e frágil. Do nascente ao ocaso. Para lá do poente. Celeste. Na “respiração das coisas”. No imprevisível ou na impermanência. A saborear o que tem. A usufruir do que teve. Na dor e na alegria.

Cultura e artes

Trazer Sophia para o espanto da luz

Concretizar a possibilidade de uma perspectiva não necessariamente ortodoxa sobre os “lugares da interrogação de Deus” na poesia, na arte e na literatura é a ideia principal do colóquio internacional Trazida ao Espanto da Luz, que decorre esta sexta e sábado, 8 e 9 de Novembro, no polo do Porto da Universidade Católica Portuguesa (UCP).

As mulheres grávidas e o olhar feminino sobre a crise dos refugiados

Uma nova luz sobre a história dos refugiados que chegam à Europa, evitando retratá-los como “heróis ou invasores”. Francesca Trianni, realizadora do documentário Paradise Without People (Paraíso sem pessoas, em Inglês), diz que o propósito do seu filme, a exibir nesta quinta-feira, 31 de outubro, em Lisboa, era mostrar a crise dos refugiados do ponto de vista feminino.

Sete Partidas

Visto e Ouvido

Agenda

Parceiros

Fale connosco