Em preparação do Dia Mundial

Papa marca encontro privado com 500 pobres em Assis

| 15 Out 21

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Será a quinta vez que Francisco se desloca a Assis, durante o seu Pontificado, número que só foi ultrapassado por João Paulo II, que ali esteve seis vezes enquanto Papa. Foto: Direitos reservados.

 

O Papa irá a Assis para um encontro privado com um grupo de 500 pobres, no próximo dia 12 de novembro, como preparação, precisamente, para o Dia Mundial dos Pobres, anunciou esta sexta-feira, 15, a Sala de Imprensa da Santa Sé.

Este Dia vai já na sua quinta edição, tendo sido instituído por Francisco com o objetivo de “sensibilizar para o grito dos pobres e dos sofredores”, e será celebrado no domingo, 14 de novembro. Os pobres com quem o Papa se encontrará são provenientes de diferentes partes da Europa, estando previsto um tempo de escuta e oração com eles.

Será a quinta vez que Francisco se desloca a Assis, durante o seu pontificado, número que só foi ultrapassado pelo Papa João Paulo II, que ali esteve seis vezes, ao longo do mais de quarto de século em que permaneceu ao leme da Igreja Católica. O dado é fornecido pelo Il Sismografo, sediado em Roma, que acompanha de perto a atividade da Igreja e do Vaticano.

Deve sublinhar-se que o propósito de ir ao encontro dos pobres e de estar com eles, e não apenas ajudá-los, está presente na mensagem papal para o Dia Mundial dos Pobres, divulgada no passado dia 13 de junho, festa de Santo António.

“Faço votos, sublinha Francisco na mensagem – de que [este Dia] possa radicar-se cada vez mais nas nossas Igrejas locais e abrir-se a um movimento de evangelização que, em primeira instância, encontre os pobres lá onde estão; não podemos ficar à espera que batam à nossa porta (…). É importante compreender como se sentem, o que estão a passar e quais os desejos que têm no coração.”

“Devemos estar abertos a ler os sinais dos tempos que exprimem novas modalidades de ser evangelizadores no mundo contemporâneo. A assistência imediata para acorrer às necessidades dos pobres não deve impedir de ser clarividente para atuar novos sinais do amor e da caridade cristã como resposta às novas pobrezas que experimenta a humanidade de hoje”, refere ainda o texto.

 

Dia Mundial da Alimentação: “Vencer a fome de uma vez por todas”

Mudar o rumo e investir num sistema alimentar global que permita “vencer a fome de uma vez por todas” e “lidar de forma sensata e responsável com crises futuras é a marca principal da mensagem do Papa Francisco para a Jornada Mundial da Alimentação, que este sábado, dia 16, se celebra, por iniciativa da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura).

Dirigindo-se ao presidente daquela instituição, o Papa alerta para um paradoxo que existe no mundo, em relação ao acesso aos alimentos: se mais de três mil milhões de pessoas não podem contar com uma alimentação nutritiva, quase dois mil milhões de pessoas são obesas ou sofrem os efeitos de uma má alimentação e de um estilo de vida sedentário.

A proteção da saúde de todos requer ações multissetoriais e Francisco chama a atenção para quatro áreas de ação, incidindo no campo, no mar, na mesa de cada um e na questão do desperdício alimentar.

Segundo o Papa, “os nossos estilos de vida e as nossas práticas diárias de consumo influem na dinâmica global e ambiental, mas se aspiramos a uma mudança real, devemos exortar produtores e consumidores a tomarem decisões éticas e sustentáveis e consciencializar a geração mais jovem sobre a importante tarefa que ela desempenha para tornar realidade um mundo sem fome”.

“Cada um de nós pode dar sua contribuição para esta nobre causa”, conclui a mensagem.

 

Combater bem o mal

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Os tempos que se vivem na Igreja Católica suscitam especial dor a todas as pessoas, sejam ou não crentes, provocando revolta em muitos contra um aparentemente imobilismo na resposta a uma crise que já se prolonga por demasiado tempo. A Igreja, enquanto realidade operante no mundo, não ficou imune a este fenómeno transversal à humanidade que é o abuso sexual de menores.

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Comissão quer “dar voz ao silêncio” das vítimas dos “crimes hediondos” dos abusos do clero

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Daqui a um ano haverá relatório, que pode ser o fim do trabalho ou o início de mais. A comissão para estudar os abusos sexuais do clero português está formada e quer que as vítimas percam o medo, a vergonha e a culpa. Ou seja, que dêem voz ao seu silêncio. Pedro Strecht apresentou razões, o presidente dos bispos disse que não quer mais preconceitos nem encobrimentos, mas “autêntica libertação, autenticidade e dignidade para todos”.

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