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Um tanque destruído numa das ruas de Bucha, na Ucrânia. Foto © Presidência da Ucrânia

Ucrânia

Papa pede abertura de corredores humanitários em Mariupol

| 01/05/2022

Um tanque destruído numa das ruas de Bucha, na Ucrânia. Foto © Presidência da Ucrânia

A abertura de corredores humanitários em Mariupol está a ser dificultada pelo risco de ataques russos ao comboio humanitário. Foto © Presidência da Ucrânia

 

O Papa Francisco voltou a pronunciar-se sobre a difícil situação que se vive na Ucrânia, evocando em particular a crise em Mariupol, para a qual pediu a abertura de corredores humanitários. “O pensamento vai de imediato para a cidade ucraniana de Mariupol, cidade de Maria, barbaramente bombardeada e destruída. Renovo o pedido para que seja abertos corredores humanitários seguros para as pessoas presas na siderúrgica desta cidade”, disse, após a recitação da oração pascal do ‘Regina Coeli’, citado pela Ecclesia.

Perante os milhares de peregrinos na Praça de S. Pedro, Francisco declarou que “sofro e choro, pensando nos sofrimentos da população ucraniana, em particular os mais fracos, os idosos, as crianças. Chegam, até, notícias terríveis de crianças expulsas e deportadas”.

Francisco falou num “macábro recuo de humanidade” e questionou, juntamente com as “tantas pessoas angustiadas” com esta guerra, se todos os envolvidos “procuram verdadeiramente a paz”. “Há vontade de evitar uma contínua escalada de violência militar e verbal? Está a fazer-se tudo o possível para que as armas se calem? Peço-vos que não se rendam à lógica da violência, à perversa espiral das armas, para que se siga o caminho do diálogo e da paz”, exortou.

Estando a iniciar o mês habitualmente dedicado a Maria, o Papa convidou os católicos a rezar o Rosário, “pela paz”, em todos os dias de maio.

Um dia antes, no sábado, Francisco tinha elogiado a caridade e o acolhimento que a Eslováquia tem dado aos cidadãos da Ucrânia, ao receber peregrinos desse país. O Papa saudou o “ecumenismo prático” e a “diversidade de ritos e tradições” que “unem o ocidente e oriente cristãos”. “Olhando para os seus olhos, são testemunhas de como a guerra faz violência aos laços familiares, priva as crianças da presença dos seus pais, da escola, e deixa os avós abandonados. Exorto-vos a continuar a rezar e a trabalhar pela paz, que é construída na nossa vida quotidiana, também com estes gestos de caridade acolhedora. E sei que é solidário não só com os seus irmãos e irmãs vizinhos, mas também com aqueles que estão longe, como os de Cuba”, afirmou no discurso que proferiu.

Em Portugal, a Comissão Episcopal do Laicado e Família evocou na sua mensagem para o Dia da Mãe, que se celebrou ontem, dia 1, as “mães coragem” da Ucrânia, perante o cenário de conflito do país, com milhares de mortes e milhões de refugiados. “Este ano, não podemos ficar indiferentes aos muitos relatos provocados pela guerra na Ucrânia e feitos por tantas e tantas mães obrigadas a opções dolorosas para salvarem os filhos dos perigos e porventura da morte”, realça a nota, enviada à Ecclesia.

Os responsáveis católicos manifestam às mães ucranianas que se encontram em Portugal a sua solidariedade e oração, destacando que gostariam “de ajudar a parar as lágrimas que derramam”. “Que cada cristão em Portugal contribua para as não deixar perder a esperança na paz e no reencontro com os seus maridos, familiares e casas”, pode ler-se na missiva.

 

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