Apelo idêntico das igrejas cristãs

Papa pede acolhimento e proteção para refugiados afegãos

| 5 Set 21

Papa Francisco, Angelus, Domingo da Alegria. 13 Dezembro 2020. Vaticano. Praça de São Pedro

Alocução do Angelus de dia 13 de Dezembro 2020, Domingo da Alegria, com o Papa Francisco. Praça de São Pedro. Foto © Tony Neves

Os refugiados afegãos mereceram este domingo a atenção do Papa Francisco, que, no Angelus, pediu que sejam acolhidos e protegidos. “Rezo para que muitos países acolham e protejam aqueles que buscam uma nova vida”, afirmou Francisco que disse rezar igualmente “pelos deslocados internos, para que tenham a assistência e a proteção necessárias”.

O Papa apelou a “que os jovens afegãos possam receber educação, um bem essencial para o desenvolvimento humano. E que todos os afegãos, tanto na pátria, como em trânsito e nos países anfitriões, possam viver com dignidade, em paz e fraternidade com seus vizinhos”.

Francisco evocou ainda as vítimas da tempestade Ida nos Estados Unidos da América.

Também a Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia (COMECE) e a Conferência das Igrejas Europeias (CEC) vieram pedir à UE e aos estados-membros para “liderarem esforços comuns de solidariedade” no sentido de ajudarem os afegãos a “escapar à violência e ao terror”.

Numa declaração conjunta, assinada pelo cardeal Jean-Claude Hollerich, presidente da COMECE, e do reverendo Christian Krieger, presidente da CEC, e divulgada pela Rádio Renascença, refere-se que “é hora de mostrar humanidade no meio da crueldade enfrentada pelos afegãos, de provar que os valores da UE não são uma retórica vazia, mas princípios orientadores práticos que levam a ações baseadas em padrões éticos, para além de meras considerações políticas ou económicas”.

 

Nós somos porque eles foram. E nós seremos nos que vierem a ser.

Nós somos porque eles foram. E nós seremos nos que vierem a ser. novidade

A homenagem aos que perderam as suas vidas nesta pandemia é uma forma de reconhecermos que não foram só os seus dias que foram precoce e abruptamente reduzidos, mas também que todos nós, os sobreviventes, perdemos neles um património imenso e insubstituível. Só não o perderemos totalmente se procurarmos valorizá-lo, de formas mais ou menos simbólicas como é o caso da Jornada da Memória e da Esperança deste fim-de-semana, mas também na reflexão sobre as nossas próprias vidas e as das gerações que nos sucederão.

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A Assembleia da República (AR) manifestou o seu apreço pela Jornada de Memória e Esperança, que decorre neste fim-de-semana em todo o país, através de um voto de solidariedade com as vítimas de covid-19 e com as pessoas afectadas pela pandemia, bem como com todos os que ajudaram no seu combate, com destaque para os profissionais de saúde.

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