Solenidade de S. Pedro e S. Paulo

Papa pede Igreja que acolha todos, em vez de dispensar e condenar pessoas

| 29 Jun 2022

solenidade sao pedro e sao paulo papa francisco e arcebispo job foto vatican media (1200 × 900 px)

A cerimônia contou com a presença de membros da Delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla. Foto © Vatican Media.

 

“Ide aos cruzamentos e tragam todos: cegos, surdos, coxos, doentes, justos, pecadores, todos. Todos. Esta palavra do Senhor deve ressoar na mente e no coração. Todos.”, insistiu o Papa Francisco esta quarta-feira, 29, durante a homilia da missa da Solenidade de São Pedro e São Paulo, à qual presidiu na Basílica de São Pedro.

Durante a celebração, que incluiu a entrega do pálio a 32 arcebispos de vários países (entre eles D. José Cordeiro, arcebispo de Braga), Francisco manteve-se numa cadeira junto ao altar devido às dificuldades em movimentar-se, mas não poupou nas palavras.  “Na Igreja há lugar para todos, mas tantas vezes tornamo-nos uma Igreja de portas abertas para dispensar pessoas, para condenar pessoas”, alertou. “Para a Igreja, este não é o tempo das despedidas, é o tempo do acolhimento”.

Recordando o caminho sinodal a decorrer, neste momento na fase diocesana, o Papa acrescentou que é necessária “uma Igreja sem correntes nem muros, onde cada qual se possa sentir acolhido e acompanhado, onde se cultive a arte da escuta, do diálogo, da participação, sob a única autoridade do Espírito Santo. Uma Igreja livre e humilde, que se ergue depressa, que não adia, não acumula atrasos face aos desafios de hoje, não se demora nos recintos sagrados, mas deixa-se animar pela paixão do anúncio do Evangelho e pelo desejo de chegar a todos, e a todos acolher”.

Alertando para o perigo do clericalismo, que considerou “uma perversão”. o Papa terminou a homilia convidando todos a refletirem sobre o que podem fazer pela Igreja, em vez de se lamentarem.  “As tentações para ficar no passado são muitas; a tentação da nostalgia que nos faz olhar para outros tempos como sendo melhores. Por favor, não caiamos no saudosismo, neste saudosismo de Igreja que está na moda hoje”, pediu.

A cerimônia contou com a presença de membros da Delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla (Igreja Ortodoxa), incluindo o arcebispo Telmissos Job, representante do Patriarcado Ecuménico junto do Conselho Ecumêénico de Igrejas e co-presidente da Comissão Mista Internacional para o Diálogo Teológico entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa.

 

Silêncio: a luz adentra no corpo

Pré-publicação 7M

Silêncio: a luz adentra no corpo novidade

A linguagem não é só palavra, é também gesto, silêncio, ritmo, movimento. Uma maior atenção a estas realidades manifesta uma maior consciência na resposta e, na liturgia, uma qualidade na participação: positiva, plena, ativa e piedosa. Esta é uma das ideias do livro Mistagogia Poética do Silêncio na Liturgia, de Rafael Gonçalves. Pré-publicação do prefácio.

pode o desejo

pode o desejo novidade

Breve comentário do p. António Pedro Monteiro aos textos bíblicos lidos em comunidade, no Domingo I do Advento A. Hospital de Santa Marta, Lisboa, 26 de Novembro de 2022.

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Breves

 

Bahrein

Descoberto mosteiro cristão sob as ruínas de uma mesquita

Há quem diga que este é o “primeiro fruto milagroso” da viagem apostólica que o Papa Francisco fez ao Bahrein, no início de novembro. Na verdade, resulta de três anos de trabalho de uma equipa de arqueólogos locais e britânicos, que acaba de descobrir, sob as ruínas de uma antiga mesquita, partes de um ainda mais antigo mosteiro cristão.

Manhã desta quinta-feira, 24

“As piores formas de trabalho infantil” em conferência

Uma conferência sobre “As piores formas de trabalho infantil” decorre na manhã desta quinta-feira, 24 de Novembro (entre as 9h30-13h), no auditório da Polícia Judiciária (Rua Gomes Freire 174, na zona das Picoas, em Lisboa), podendo assistir-se também por videoconferência. Iniciativa da Confederação Nacional de Ação Sobre o Trabalho Infantil (CNASTI), em parceria com o Instituto de Apoio à Criança (IAC), a conferência pretende “ter uma noção do que acontece não só em Portugal, mas também no mundo acerca deste tipo de exploração de crianças”.

Porque não somos insignificantes neste universo infinito

Porque não somos insignificantes neste universo infinito novidade

Muitas pessoas, entre as quais renomados cientistas, assumem frequentemente que o ser humano é um ser bastante insignificante, senão mesmo desprezível, no contexto da infinitude do universo. Baseiam-se sobretudo na nossa extrema pequenez relativa, considerando que o nosso pequeno planeta não passa de um “ponto azul” situado num vasto sistema solar.

Mais do que A Voz da Fátima

Pré-publicação

Mais do que A Voz da Fátima

Que fosse pedido a um incréu um texto de prefácio para um livro sobre A Voz da Fátima, criou-me alguma perplexidade e, ao mesmo tempo, uma vontade imediata de aceitar. Ainda bem, porque o livro tem imenso mérito do ponto de vista histórico, com o conjunto de estudos que contém sobre o jornal centenário, mas também sobre o impacto na sociedade portuguesa e na Igreja, das aparições e da constituição de Fátima e do seu Santuário como o centro religioso mais importante de Portugal. Dizer isto basta para se perceber que não é possível entender, no sentido weberiano, Portugal sem Fátima e, consequentemente, sem o seu jornal.

Agenda

Fale connosco

Autores

 

Pin It on Pinterest

Share This