
Vaticano preocupado com liberdade religiosa na China. Foto © Asian Development Bank
Não tem sido um tema recorrente nas preocupações mais públicas do Papa Francisco, mas este pediu ontem, durante a oração do Regina Coeli, orações pelos católicos da China, que esta terça-feira vão celebrar a festa de Maria Auxiliadora, pedindo “liberdade e tranquilidade” para as comunidades do país asiático. “Que a Igreja na China, em liberdade e tranquilidade, possa viver em comunhão efetiva com a Igreja universal e exercitar a sua missão de anúncio do Evangelho a todos, oferecendo assim também um contributo positivo para o progresso espiritual e material da sociedade”, disse, perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro.
A intervenção evocou a festa da padroeira da China, particularmente celebrada no Santuário de Nossa Senhora de Sheshan, perto de Xangai, dirigindo-se aos católicos do país. “Renovo-lhes a certeza da minha proximidade espiritual. Sigo com atenção e participação a vida e vicissitudes de fiéis e pastores, muitas vezes complexas, e rezo por eles todos os dias”, indicou Francisco.
Neste mês de maio, a polícia deteve o cardeal Zen, bispo emérito de Hong Kong, sob a acusação de “conluio com forças estrangeiras”, como administrador de um fundo para apoiar manifestantes pró-democracia em custos legais e de saúde.
A detenção do responsável católico, posteriormente libertado sob fiança, foi alvo de reparos do Vaticano. “A Santa Sé tomou conhecimento, com preocupação, da notícia da prisão do cardeal Zen e está acompanhando a evolução da situação com extrema atenção”, referiu o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni, em resposta às perguntas dos jornalistas.
Em setembro de 2018, Pequim e a Santa Sé assinaram um acordo sobre a nomeação dos bispos católicos, renovado em 2020. Este documento inédito visa regularizar o estatuto da Igreja Católica neste país; Pequim exige que sacerdotes e bispos se registem oficialmente junto das autoridades civis.









