No Ângelus

Papa pede pelas vítimas do sismo e relembra Ucrânia

| 19 Fev 2023

Imagem de arquivo (2018) do Papa Francisco na alocução do Angelus. Foto © Paris Orlando, CC BY-SA 4.0 , via Wikimedia Commons.

Imagem de arquivo (2018) do Papa Francisco na alocução do Angelus. Foto © Paris Orlando, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

 

O Papa evocou no Vaticano o sofrimento da população ucraniana, afetada pela guerra há quase um ano, apelando à solidariedade com as vítimas de conflitos, da pobreza e desastres naturais. “Penso nos dramas diários do querido povo ucraniano e de tantos povos que sofrem por causa da guerra, da pobreza, da falta de liberdade e das devastações ambientais, tantos povos”, referiu, desde a janela do apartamento pontifício, após a recitação dominical do ângelus, citado pela Ecclesia.

Francisco começou por evocar especialmente a Síria e a Turquia, com uma palavra de proximidade para “as muitíssimas vítimas do terramoto” de 6 de fevereiro, que provocou mais de 44 mil mortes, milhares de feridos e desalojados, além de elevados danos materiais.

“O amor de Jesus pede que nos deixemos tocar pela situação de quem vive provações”, assinalou o Papa, falando a milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, incluindo um grupo português de Vila Pouca de Aguiar.

A intervenção deixou ainda uma mensagem para a população da Nova Zelândia, afetada por um “devastador” ciclone.

“Irmãos e irmãs, não nos esqueçamos de quem sofre e façamos que a nossa caridade seja atenta, que seja uma caridade concreta”, pediu Francisco.

A temática da guerra na Ucrânia, iniciada a 24 de fevereiro de 2022, após a invasão russa, esteve tambémna ordem do dia na entrevista que concedeu ao padre Davide Banzato, emitida no programa “I Viaggi del cuore”, no Canal 5 da televisão italiana. “Muitas crianças vieram para aqui, muitas da Ucrânia, não riem… São amáveis, sim, mas não, não riem, perderam isso. Fui visitar as crianças que estavam no Bambino Gesù (Hospital da Santa Sé em Roma), ucranianas, feridas, ninguém (tinha) um sorriso”, disse.

Para Francisco, este é um tempo de “desolação humana”, mostrando-se particularmente impressionado com as pessoas “torturadas antes da morte”, na guerra.

“As fotos são terríveis”, observou.

O Papa fala numa “tragédia”, apontando o dedo a quem fabrica e vende armas, bem como à indiferença da maior parte das pessoas, perante estes conflitos.

“Quantos choram – não digo fisicamente, mas no coração – pelas crianças órfãs na Ucrânia? Quantos sofrem por isso? Quantos sofrem pelos meninos de rua que roubam, porque estão sozinhos na vida?”, perguntou.

 

Uma tarde para aprender a “estar neste mundo como num grande templo”

Na Casa de Oração Santa Rafaela Maria

Uma tarde para aprender a “estar neste mundo como num grande templo” novidade

Estamos neste mundo, não há dúvida. Mas como nos relacionamos com ele? E qual o nosso papel nele? “Estou neste mundo como num grande templo”, disse Santa Rafaela Maria, fundadora das Escravas do Sagrado Coração de Jesus, em 1905. A frase continua a inspirar as religiosas da congregação e, neste ano em que assinalam o centenário da sua morte, “a mensagem não podia ser mais atual”, garante a irmã Irene Guia ao 7MARGENS. Por isso, foi escolhida para servir de mote a uma tarde de reflexão para a qual todos estão convidados. Será este sábado, às 15 horas, na Casa de Oração Santa Rafaela Maria, em Palmela, e as inscrições ainda estão abertas.

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Patriarca de Lisboa convida “todos” para “momento raro” na Igreja

A um mês da ordenação de dois bispos

Patriarca de Lisboa convida “todos” para “momento raro” na Igreja novidade

O patriarca de Lisboa, Rui Valério, escreveu uma carta a convocar “todos – sacerdotes, diáconos, religiosos, religiosas e fiéis leigos” da diocese para estarem presentes naquele que será o “momento raro da ordenação episcopal de dois presbíteros”. A ordenação dos novos bispos auxiliares de Lisboa, Nuno Isidro e Alexandre Palma, está marcada para o próximo dia 21 de julho, às 16 horas, na Igreja de Santa Maria de Belém (Mosteiro dos Jerónimos).

O exemplo de Maria João Sande Lemos

O exemplo de Maria João Sande Lemos novidade

Se há exemplo de ativismo religioso e cívico enquanto impulso permanente em prol da solidariedade, da dignidade humana e das boas causas é o de Maria João Sande Lemos (1938-2024), que há pouco nos deixou. Conheci-a, por razões familiares, antes de nos encontrarmos no então PPD, sempre com o mesmo espírito de entrega total. [Texto de Guilherme d’Oliveira Martins]

“Sempre pensei envelhecer como queria viver”

Modos de envelhecer (19)

“Sempre pensei envelhecer como queria viver” novidade

O 7MARGENS iniciou a publicação de depoimentos de idosos recolhidos por José Pires, psicólogo e sócio fundador da Cooperativa de Solidariedade Social “Os Amigos de Sempre”. Publicamos hoje o décimo nono depoimento do total de vinte e cinco. Informamos que tanto o nome das pessoas como as fotografias que os ilustram são da inteira responsabilidade do 7MARGENS.

Agenda

Fale connosco

Autores

 

Pin It on Pinterest

Share This