Dia dos Avós

Papa quer aliança de jovens e idosos e JMJ sugere gestos de aproximação entre gerações

| 23 Jul 21

mãos dadas avós foto direitos reservados

“Quem, senão os jovens, pode agarrar os sonhos dos idosos e levá-los por diante?”, pergunta o Papa. Foto: Direitos reservados.

 

Os idosos são necessários e o “futuro do mundo está nesta aliança entre os jovens e os idosos”, diz o Papa Francisco na sua mensagem para o Dia dos Avós, que a Igreja Católica assinala neste domingo, 25 de Julho, na véspera do dia em que celebra a memória litúrgica de Santa Ana e São Joaquim, que a tradição aponta como avós de Jesus. Para simbolizar essa aliança, a organização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Lisboa 2023 convida os jovens a terem um gesto de aproximação aos idosos e aos avós.

“Quem, senão os jovens, pode agarrar os sonhos dos idosos e levá-los por diante?”, pergunta o Papa. “Mas, para isso, é necessário continuar a sonhar: nos nossos sonhos de justiça, de paz, de solidariedade reside a possibilidade de os nossos jovens terem novas visões e, juntos, construirmos o futuro.”

Para concretizar a aliança sugerida por Francisco, a organização da JMJ convida os jovens a “aproximarem-se de um idoso em sentido de serviço, proximidade, atenção e amor e a registar o momento para o futuro, partilhando-o nas redes sociais, por meio de uma fotografia ou um vídeo, utilizando os hashtags #Lisboa2023 e #Iamwithyoualways.”

Na sua mensagem, o Papa dirige-se directamente a cada pessoa mais velha e recorda que “a pandemia foi uma tempestade inesperada e furiosa, uma dura provação”, que atingiu sobretudo os idosos. “Muitíssimos de nós adoeceram – e muitos partiram –, viram apagar-se a vida do seu cônjuge ou dos próprios entes queridos, e tantos – demasiados – viram-se forçados à solidão por um tempo muito longo, isolados.”

dia dos avos jmj

Cartaz alusivo à iniciativa da organização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Lisboa 2023 para assinalar o Dia Mundial dos Avós e Idosos.

 

Isolamento, dolorosa experiência

O isolamento foi mesmo uma “dolorosa experiência”, diz Francisco, que faz votos para que “cada avô, cada idoso, cada avó, cada idosa – especialmente quem dentre vós está mais sozinho – receba a visita de um anjo! (…) São importantes, para cada um de nós, os abraços e as visitas, e muito me entristece o facto de as mesmas não serem ainda possíveis em alguns lugares.”

Francisco afirma ainda que os idosos têm uma vocação a cumprir, mesmo quando parece que já não têm nada para fazer. Dando o seu próprio exemplo de ter sido chamado para bispo de Roma quando se preparava para a aposentação, diz: “A nossa vocação é salvaguardar as raízes, transmitir a fé aos jovens e cuidar dos pequeninos.”

O Papa cita ainda Edith Bruck, escritora e sobrevivente do Holocausto que sele visitou em Fevereiro: “Mesmo que seja para iluminar uma só consciência, vale a pena a fadiga de manter viva a recordação do que foi… e continua. Para mim, a memória é viver.”

No seu apelo aos jovens, a organização da JMJ sugere várias possibilidades: “Telefona aos teus avós, conversa à janela com um vizinho mais velho que se encontre sozinho, vai às compras por um idoso que não tenha a família por perto, colabora com o centro de dia da tua paróquia. As possibilidades são inúmeras: convidamos-te a que, olhando para a realidade em que vives, faças aí diferença”.

O apelo não deixa de lembrar a importância de respeitar “todas as medidas de segurança” e distanciamento físico, dando cumprimento às regras da Direcção Geral da Saúde”.

Em várias localidades do país estão já previstas iniciativas de vários grupos e instituições, cuja lista pode ser consultada numa notícia da agência Ecclesia.

 

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