Papa reuniu com muçulmanos, assinalando os 18 anos dos atentados nos EUA

| 12 Set 19

O Papa Francisco com o xeque Ahmed el-Tayeb, em fevereiro, depois da assinatura do documento sobre a fraternidade humana

 

O Papa Francisco reuniu-se com vários lideres muçulmanos e responsáveis do Vaticano em Roma, com o objetivo de assinalar os 18 anos dos ataques terroristas contra os Estados Unidos e de apelar à promoção de uma nova era de diálogo e paz mundial.

“A data foi escolhida como um sinal da vontade de construir uma vida e fraternidade onde outros semearam morte e destruição,” lia-se num comunicado da Sala de Imprensa do Vaticano.

A reunião da comitiva com o Papa teve como foco o “Documento sobre a fraternidade humana para a paz mundial”, assinado em fevereiro em Abu Dhabi, pelo Papa e pelo xeque egípcio Ahmed el-Tayeb, imã de al-Azhar, a universidade do Cairo que é considerada a maior autoridade académica do islão.

O documento rejeita a violência e o terrorismo e propõe o diálogo e a harmonia, denunciando ao mesmo tempo as injustiças e a miséria que afectam grande parte da humanidade.

A reunião, que decorreu dia 11, na residência do Papa no Vaticano, envolveu sete pessoas, incluindo representantes do Vaticano e da Universidade de al-Azhar, bem como representantes dos Emirados Árabes Unidos, país onde foi assinado o documento de fevereiro.

No mesmo dia, nos Estados Unidos, foi inaugurado uma nova instalação no Memorial e Museu do 11 de setembro, que presta tributo aos sobreviventes e às suas famílias que continuam a sofrer com a memória dos ataques.

O conjunto é composto por seis pedras largas, variando entre 13 e 18 toneladas cada, como forma de recordar os primeiros a prestar socorro e todas as pessoas que morreram desde então, vitimadas por toxinas ou materiais contaminados, por exemplo. Líderes religiosos presentes no momento da inauguração elogiaram o monumento como sinal de “esperança contínua”, noticia o Crux.

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