Papa vai ao encontro de jovens que não podem participar nas jornadas

| 23 Jan 19

Jovens detidos no Centro de Cumplimento de Menores Las Garzas de Pacora, a fazer um báculo que vão oferecer ao Papa.

 
Nem só de multidões se fazem as Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ). Ao longo dos próximos cinco dias em que o Papa estará no Panamá para encontrar-se com jovens católicos de todo o mundo (estão inscritos mais de 100 mil participantes oriundos de 156 países, segundo os dados da organização, atualizados no dia 22 de janeiro), haverá dois momentos especiais, em que não deverá haver mais do que algumas dezenas de pessoas no encontro com Francisco. Trata-se das visitas que o Papa decidiu fazer a duas instituições onde se encontram jovens que não poderão participar nas JMJ: um estabelecimento prisional e um lar de acolhimento para doentes de HIV.
 
Papa confessa jovens detidos
 
Na próxima sexta-feira, 25 de janeiro, antes de se reunir com os participantes das jornadas para a habitual celebração da Via Sacra, Francisco irá ao encontro de 200 jovens detidos no “Centro de Cumplimento de Menores Las Garzas de Pacora”. O Papa presidirá a uma celebração penitencial, em que confessará alguns dos jovens presos, usando para o efeito confessionários que eles próprios construíram ao longo das últimas semanas.
Para o arcebispo do Panamá, José Domingo Ulloa Mendieta, o encontro do Papa com os jovens detidos vai ser “um acontecimento muito especial”, no qual “jovens privados de liberdade participarão numa liturgia penitencial com o Santo Padre, num ato de arrependimento, reconciliação e perdão”.
No domingo, 27 de janeiro, último dia das jornadas, será a vez da “Casa Hogar Buen Samaritano“, um lar que acolhe e apoia jovens portadores de VIH/Sida. O Papa visitará os pacientes e 25 voluntários do centro de acolhimento e ali rezará a oração do Angelus, acompanhado também pelos jovens do orfanato de San José de Malambo, do Centro São João Paulo, que acompanha dependentes de droga e álcool, do Lar São José, pertencente às Irmãs da Caridade, e da congregação Kkottongnae, que acolhe sem abrigo.
 
Proximidade de todas as periferias
 
O administrador do lar “Buen Samaritano”, Erick Rodríguez, disse em entrevista ao grupo ACI que a notícia da presença de Francisco foi recebida “com grande alegria e surpresa”, porque consideram que ainda são “uma obra muito pequena”. “A visita do Papa dá-nos um reconhecimento, diz-nos que estamos no caminho certo e também faz justiça às pessoas que se encontram nas periferias existenciais e que são marginalizadas até pela sua própria família”, afirmou o responsável pela instituição.
Nas JMJ anteriores, que se realizaram em 2016 na Polónia, o Papa Francisco fez questão de incluir no programa uma ida ao Hospital Pediátrico de Cracóvia. Em 2013, no Rio de Janeiro, tinha visitado uma favela. Nesta edição das JMJ, uma vez mais, o Papa mostra que quer estar próximo de todas as periferias existenciais, como ele próprio se refere a este tipo de realidades. 

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