Paquistão: Mães de jovens cristãs raptadas pedem ajuda à comunidade internacional

| 29 Out 20

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As mães de Arzoo Masih e de Huma Younous, as duas menores raptadas por homens muçulmanos e forçadas a casar com eles, fizeram um apelo “à comunidade internacional, aos meios de comunicação e aos governantes do mundo inteiro”. Imagem do vídeo divulgado pela Fundação AIS.

 

“Imploro-vos”, diz a mãe de Arzoo Masih, uma das duas meninas cristãs raptadas no Paquistão por homens muçulmanos e forçadas a casar, num vídeo divulgado esta quarta-feira, 28, pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS). “Faço um apelo à comunidade internacional, aos meios de comunicação social e aos governantes dos países do mundo inteiro para que ofereçam ajuda para a libertação da minha filha”. Ao seu lado, a mãe de Huma Younus, a outra menina sequestrada, deixa o mesmo apelo.

Arzoo Masih tem 13 anos e foi raptada no passado dia 13 de outubro, quando estava a brincar junto da sua casa no bairro da paróquia de Santo António, em Karachi. Dois dias depois, os pais de Arzoo, Rita e Raja Lal Masih, foram chamados a uma esquadra e confrontados com um documento que alegadamente comprovava o casamento da sua filha com um muçulmano, Azhar Ali, de 44 anos, o qual teria alegado que a menina já era maior de idade.

O rapto de Huma Younus aconteceu já há um ano, quando ela tinha 14, na mesma cidade do sul do país. Foi violada, forçada a converter-se ao Islão e a casar com o sequestrador, Abdul Jabbar, do qual entretanto engravidou. Apesar de, em julho deste ano, a família de Huma ter conseguido que um tribunal reconhecesse que a filha é menor de idade e de, no passado mês de setembro, o tribunal de primeira instância de Karachi Oriental ter emitido um mandado de prisão contra Abdul Jabbar e os seus cúmplices, nem ele nem a menina, que estará “a viver, praticamente como reclusa, num quarto”, foram ainda encontrados.

De acordo com o comunicado da Fundação AIS, que tem estado a acompanhar ambos os casos de perto, “o rapto de raparigas cristãs é um crime que a sociedade paquistanesa finge não ver”, num país de esmagadora maioria islâmica. As meninas são “forçadas à conversão” e na maioria das vezes “violentadas pelos seus raptores”. Só no ano passado, houve “cerca de uma centena” de sequestros de raparigas cristãs no país, afirma o arcebispo de Lahore, Sebastian Shaw, citado pela AIS.

Reproduzimos abaixo o vídeo do apelo feito pelas mães das duas jovens raptadas.

 

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Inicio o meu quarto ano de uma escrita a que não estava habituada, a crónica jornalística. Nos primeiros três anos escrevi sobre a interculturalidade. Falei sobre o modo como podemos, por hipótese, colocar as culturas moçambicanas e portuguesa a dialogarem. Noutras vezes, inclui a cultura judaica, no diálogo com essas culturas. De um modo geral, tenho-me questionado sobre a cultura, nas suas diferentes manifestações: literatura, costumes, comportamentos sociais, práticas culturais, modos de ser, de estar e de fazer.

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