Arcebispo de Madrid e injustiça climática

“Para a fome não há plano B”

| 11 Fev 2024

 “Lutar contra a crise climática e a sua injustiça global é lutar contra a fome que ela faz crescer nos países do Sul.” Foto retirada do vídeo de campanha.

 

Ao incentivar à participação na 65ª campanha contra a fome da organização Manos Unidas que decorre em Espanha durante todo este mês de fevereiro, o arcebispo de Madrid, cardeal José Combo, afirmou que “para a fome não existe plano B” sintetizando as duas mensagens daquela campanha: lutar contra a crise climática e a sua injustiça global é lutar contra a fome que ela faz crescer nos países do Sul.

“Deus colocou o homem e a mulher na terra e fez-nos guardiões dos nossos irmãos. Infelizmente, muito depressa sucumbimos à tentação de ser como Deus e esse foi o início dos nossos infortúnios. (…) A partir da profunda experiência de nos sentirmos ligados uns aos outros, Manos Unidas incentiva-nos a lutar contra a injustiça climática que traz sofrimento a muita gente e [produz] refugiados climáticos” – disse o cardeal Cobo durante a homília da Eucaristia a que presidiu no domingo 11 de fevereiro na paróquia Virgen del Mar, em San Blas-Canillejas, um bairro entre Madrid e o aeroporto de Madrid-Barajas.

A campanha de Manos Unidas de recolha de fundos para apoiar projetos de luta contra a fome nos países do Sul decorre este ano sob o lema “O efeito humano. A única espécie capaz de mudar o planeta” com o objetivo de chamar a atenção para o facto do desastre climático que a espécie humana está a causar ter implicações imediatas sobre o aumento da fome nos países do Sul.

Foi nesse contexto que o arcebispo de Madrid recordou que: “Não temos o direito de maltratar o que Deus viu que era muito bom. Por isso, na realidade, o cuidado da terra não é uma questão nova para a nossa tradição religiosa, porque tem a ver com cuidar e preservar a obra de Deus. Não há nada pior do que uma atitude de indolência e indiferença. Por esta razão, Manos Unidas apela-nos hoje a mudar os nossos estilos de vida e a enfrentar as desigualdades do nosso mundo”.

 

 

 

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