Pré-publicação

Para a história da Cáritas: Construir sobre “casinhas de bonecas”

e | 3 Jun 2024

O livro Mudar Vidas. A Igreja em Ação foi apresentado nesta segunda-feira, 3, na Feira do Livro de Lisboa. Escrito a convite da Cáritas Portuguesa pelos jornalistas do 7MARGENS António Marujo e Clara Raimundo, ele conta a história dos mandatos de António Lage Raposo na presidência da instituição entre 1976-1982, quando a Cáritas começou a ganhar a configuração que hoje tem, de estrutura católica para o trabalho social da Igreja. Nele se revela como a Cáritas foi pioneira no apoio à criação de centros de dia para os mais velhos, lançou programas de criação de postos de trabalho, impulsionou a criação e dinamização de várias iniciativas no campo social e continuou a apoiar a resposta a emergências – em Portugal e no estrangeiro. Reproduzimos a seguir excertos dos dois primeiros capítulos.

Livro Cáritas António Lage Raposo

A capa do livro, apresentado esta segunda-feira, 3 de junho, na Feira do Livro de Lisboa.

Pode uma cidade transformar-se num trágico amontoado de casinhas de bonecas? Quando chegou a Angra do Heroísmo na noite de 1 de janeiro de 1980, no primeiro avião que saiu de Lisboa após o sismo que nesse dia devastara a cidade, foi esse o cenário que se deparou a António Lage Raposo, presidente da Cáritas Portuguesa desde 1 de julho de 1976 (e empossado formalmente em janeiro de 1977): fachadas destruídas, quartos, cozinhas e salas sem paredes exteriores, a vida e os objetos das pessoas em suspenso. “Era mesmo a imagem das casinhas de bonecas”, em que tudo está à vista.

Na viagem aos Açores, Lage Raposo foi acompanhado por Afonso Sampaio Soares, secretário-geral da Cáritas, e Maria Filomena Alvim, assistente social. Desses instantes iniciais, guardou outras duas imagens: a catedral “completamente danificada” – colapsaria em 5 de julho de 1983, na sequência dos danos provocados pelo terramoto; e muitas pessoas embrulhadas em cobertores, deitadas no chão, ao lado da esposa do então ministro da República, almirante Henrique Silva Horta, impecavelmente vestida com a farda da Cruz Vermelha, em sinal de acompanhamento institucional.

Outros dois factos, registados no dia seguinte, ficariam na memória: “Tocou-me ver os militares americanos a ajudarem as pessoas. E, depois de uma conversa com o bispo [Aurélio Granada Escudeiro] e os responsáveis da Cáritas local, percebemos que o melhor era apoiar a autoconstrução das casas.” Esta decisão contou com a colaboração imediata do Governo Regional, que viria a dar ordens para entregar gratuitamente cimento às pessoas, de modo que cada família pudesse iniciar a reconstrução das casas que haviam colapsado.

A ideia da autoconstrução em grupo vinha de trás. Quase um ano antes do sismo em Angra, em Fevereiro de 1979, graves inundações no Tejo tinham provocado o desabamento de uma encosta em Alverca. E seria também essa a forma de dar corpo ao regime de autoconstrução para a recuperação das habitações destruídas. Com o pormenor de o trabalho ser feito por famílias, mas em grupo, particularmente no momento de encher os pilares e as lajes, quando todos os membros de diferentes núcleos familiares se ajudavam mutuamente. (…)

 

“Uma nova etapa se inaugurou”

Engenheiro António Lage Raposo, entrevistado na sua casa por António Marujo e Clara Raimundo, a 19 de abril de 2023. Foto Clara Raimundo

António Lage Raposo, entrevistado na sua casa por António Marujo e Clara Raimundo, a 19 de abril de 2023. Foto © Clara Raimundo/7MARGENS

Era um restaurante modesto, que hoje já não existe, gerido por um casal já com alguma idade, junto do Portugal dos Pequenitos, em Coimbra. Eugénio Fonseca, nessa altura presidente da Cáritas Portuguesa, acompanhado por Jorge Matias, membro da sua equipa, deslocaram-se ali para almoçar no intervalo de uma reunião. O que sucedeu no final está bem vivo na memória de ambos, embora não o consigam precisar no tempo. “O Jorge ia a pagar e pediu a fatura em nome da Cáritas, mas chamaram-me de lado. A senhora emocionou-se e disse-me que a Cáritas já os tinha ajudado muito com o dinheiro para refazerem a vida, quando vieram para Portugal”, vindos de Angola. “Com o restaurante que abriram, conseguiram formar os dois filhos e já só ali continuavam para ocupar o tempo.”

A história começara, muito antes, com um patriarca a apoiar uma ideia e aquele que viria a ser o seu sucessor a contestá-la com vigor. Durante o “Verão Quente”, quando o país atravessou graves tensões políticas e várias personalidades católicas também acusavam a hierarquia de cumplicidade com a ditadura do Estado Novo, um dos episódios foi o do cerco ao Patriarcado – nessa altura situado no Campo dos Mártires da Pátria: numa manifestação em 18 de junho, liderada pela UDP (União Democrática Popular), protestava-se contra a Rádio Renascença. Ao mesmo tempo, começavam já a chegar das ainda colónias – sobretudo de Angola e Moçambique, ambas à beira da independência – milhares de pessoas que seriam designadas como “retornados”.

“Depois do cerco ao Patriarcado, fui falar com o cardeal António Ribeiro e dizer-lhe que estava disponível para ajudar no que fosse preciso. Propus-lhe que ele cedesse uma parte do Seminário dos Olivais para acolher retornados”, conta António Lage Raposo, que nessa altura presidia ao Conselho de Pastoral Familiar do Patriarcado e integrava o movimento católico dos Casais de Santa Maria. Em ambos os casos, o assistente eclesiástico era o padre José Mendes Serrazina.

Antes do seu envolvimento nestas estruturas da Pastoral Familiar, António Lage Raposo tinha sido dirigente da Juventude Escolar Católica no Liceu Pedro Nunes e militante da Juventude Universitária Católica no Instituto Superior de Agronomia (ambos em Lisboa). Nesta altura, colaborou também com o padre Abel Varzim no centro social que este criara no Bairro Alto, para acolhimento e apoio de mulheres desfavorecidas, incluindo vítimas de prostituição. Esteve ainda na direcção-geral da Juventude Agrária e Rural Católica, onde conheceu o então padre Aurélio Granada Escudeiro, futuro bispo de Angra, com quem se viria a cruzar aquando do terramoto de 1980[4]. Depois de casar, começa a participar nos Casais de Santa Maria.

Profissionalmente, Lage Raposo era formado em tecnologia alimentar no Instituto Superior de Agronomia (ISA), foi técnico do Instituto Nacional de Investigação Industrial, assistente no ISA, diretor de produção da Tofa e, por morte do pai, ficou a gerir uma empresa familiar na Baixa de Lisboa, com o irmão. Foi a partir da engenharia alimentar que Lage Raposo se foi ligando ao grupo que o historiador Albérico Afonso Costa Alho designou de “tecnocatólicos”, como recorda João Miguel Almeida num artigo sobre o tema. “Foi um grupo – escreve este autor – que não quis formar um partido político e que constituiu uma componente do catolicismo social português. Os seus elementos foram, nas décadas de 1950 e 1960, técnicos do Estado, ocupando lugares importantes no Ministério das Corporações, e cientistas sociais influentes na restrita elite portuguesa. Combinaram o empenho na concretização da Doutrina Social da Igreja com o empenho na modernização tecnológica e científica da economia portuguesa, na formação profissional e numa repartição mais justa da riqueza. Nas palavras de Adérito de Sedas Nunes [um dos seus inspiradores mais relevantes], a democracia não foi para eles um ponto de partida, mas um ponto de chegada do processo crítico a que submeteram o regime por causa do estrangulamento político ao desenvolvimento económico.”

 

O sítio ideal

seminário dos olivais, em lisboa, foto retirada do site do seminário, sem data

Uma ala vazia do Seminário dos Olivais era o sítio ideal onde os refugiados vindos das ex-colónias poderiam ser acolhidos antes de seguirem para outros destinos, sugeriu António Lage Raposo. Foto © Seminário dos Olivais

A história da proposta de trabalho com os retornados já Lage Raposo a tinha contado no livro que colige vários depoimentos sobre o padre Serrazina, onde começava por descrever a situação que se vivia: “Como resultado da ponte aérea para retornados vindos de África, estavam inúmeras pessoas a monte no aeroporto. Essas pessoas, famílias com crianças de todas as idades e incluindo idosos, tinham passado dias no aeroporto de Luanda e noutros sítios sem nenhumas condições, tinham feito cerca de dez horas de voo e dali não saíam tentando desesperadamente reencontrar os familiares perdidos e recolher a bagagem dispersa, que era tudo o que possuíam.”

Lage Raposo estava convencido de que era importante a Igreja assumir uma nova atitude e isso passava por fazer a sua parte, concretamente no apoio aos refugiados que vinham do antigo Ultramar. “Metade do seminário estava vazio, num edifício localizado à porta do aeroporto”, recorda agora, em entrevista. Essa ala vazia do seminário era o sítio ideal onde os refugiados poderiam ser acolhidos antes de seguirem para outros destinos. Além disso, havia uma vantagem suplementar, num tempo em que eram frequentes as ocupações de casas vazias: essa hipótese seria evitada, se o espaço estivesse habitado.

O cardeal-patriarca ouviu a sugestão e respondeu: “Não sei se sabe que foi por circunstâncias deste tipo que o cardeal [Josef] Mindszenty esteve quinze anos refugiado na Embaixada dos EUA em Budapeste.” O patriarca referia-se ao antigo arcebispo da capital húngara, que morrera no exílio em Viena de Áustria, pouco tempo antes, em 6 de maio de 1975. Por se ter oposto com tenacidade à ditadura comunista na Hungria, o cardeal exilou-se na embaixada dos Estados Unidos na Hungria, em novembro de 1956, e ali permaneceria até setembro de 1971 quando, por insistência do Papa Paulo VI, partiu para a Áustria.

Apesar de reconhecer as eventuais dificuldades que pudessem aparecer, o patriarca de Lisboa manifestou imediatamente o seu acordo de princípio à ideia de utilizar os Olivais e propôs a Lage Raposo um novo encontro, sábado seguinte, na Casa da Buraca (Lisboa), onde falariam ambos com o reitor do Seminário – o então padre José Policarpo, que em 1998 sucederia a António Ribeiro como patriarca de Lisboa.

Conversaram os três sentados nuns muretes dos canteiros. Quando ouviu a proposta, o então reitor não se conteve: “Isso não pode ser! Comprometi-me a alugar o seminário à Universidade Nova de Lisboa [UNL]; se deixamos entrar os retornados, nunca mais de lá saem, ficamos com o espaço ocupado.” Lage Raposo esmoreceu. O patriarca perguntou a Policarpo quando se deveria fazer a entrega à UNL. Fevereiro de 1976 era a data combinada. O cardeal Ribeiro voltou-se para Lage Raposo perguntando se aquela data servia. “Serve”, foi a sua resposta imediata. O cardeal propôs então: “Vamos fazer isto através da Cáritas”.

E fez-se. Nem dois meses depois, a metade anteriormente vazia do Seminário estava transformada em centro de acolhimento com alojamento e refeições. Graças ao trabalho de inúmeros voluntários, particularmente das mulheres do grupo de casais ao qual Lage Raposo e a esposa pertenciam na paróquia de São João de Deus, “colocaram-se colchões nos quartos e montou-se uma cozinha e um refeitório” em tempo recorde. “Eram algumas dezenas de quartos, albergámos muita gente”, recorda o autor da ideia. “Vinham muito traumatizados porque em África metiam-nos nos aviões a eito… As famílias muitas vezes vinham separadas, perdiam as malas… A confusão era total.”

Até por isso, no entanto, a solução de usar o Seminário como centro temporário de acolhimento se revelou ideal. “Como ficava relativamente perto do aeroporto, as pessoas facilmente podiam ir lá ver se tinham chegado mais coisas suas”, explica. Os casais trataram das diferentes tarefas: Humberto Serrano geria os dinheiros e encarregou-se da alimentação, chegando ao ponto de improvisar um balcão com tábuas onde cada pessoa se servia nas refeições; Joaquim Justino, outro dos membros do grupo, geria a contabilidade e os pagamentos das funcionárias da limpeza e das cozinheiras. Maria Teresa Lage Raposo e Manuela Casqueiro eram as responsáveis pela distribuição de roupa e do acompanhamento diário no local; Maria Alice Paulino responsabilizava-se pela distribuição de bebidas quentes, tendo mesmo engendrado o aproveitamento de uma antiga máquina de lavar roupa para aquecer o leite e assegurava igualmente a presença junto das pessoas para tratar de burocracias, estando disponível para longas conversas ou contactando familiares para ver se podiam dar alojamento.

 

“Uma organização da Igreja Católica”

Voluntários da Cáritas Açores em acção. Foto © Cáritas Açores

Em janeiro de 1976, o prometido cumpriu-se. As instalações foram devolvidas ao Seminário, até porque, entretanto, este modelo de centro de acolhimento tinha já sido replicado pela Cáritas noutros espaços, como os seminários de Alfragide (Amadora) e Almada, os palácios da Ameixoeira e do Rilvas ou a Fundação D. Manuel II (na Rua Vítor Cordon) e o Instituto Branco Rodrigues, todos em Lisboa, além de outros centros em Janas (Sintra) e no Estoril. O conjunto dos centros de acolhimento era gerido por Maria Helena Vieira de Campos. “Fez um trabalho notável. Com uma atitude muito aberta e próxima fazia uma condução suave mas muito eficaz. A ela se deve não ter havido problemas nem acidentes entre pessoas nos centros e nem se dar pela administração”, recorda Lage Raposo, que destaca ainda a importância do trabalho de Sampaio Soares na gestão quotidiana.

O episódio do Seminário dos Olivais e o trabalho de acolhimento aos refugiados das ex-colónias acabariam por levar a um convite que chegaria pouco depois: em março de 1976, o patriarca desafiava Lage Raposo a assumir a presidência da Cáritas, depois de uma sondagem prévia feita pelo padre Serrazina.

Apesar de algumas hesitações iniciais, sentiu que poderia dar um contributo interessante numa estrutura que implicava capacidade de gestão, sensibilidade social e empenhamento eclesial. “Depois do trabalho com os retornados nos Olivais, para mim significou uma espécie de continuidade.”

Foi a sua vez de dizer que sim. A nomeação deste engenheiro de tecnologia alimentar de 40 anos seria anunciada pelo bispo de Setúbal, Manuel Martins, no 20º Conselho Geral da Cáritas, que decorreu a 19 e 20 de Junho de 1976, na então Casa de Retiros da Buraca (Lisboa), onde se encontram atualmente as sedes da Rádio Renascença e da Conferência Episcopal Portuguesa – e onde decorrera a conversa com o cardeal Ribeiro e o padre Policarpo. A Cáritas Portuguesa “é uma organização da Igreja Católica em Portugal”, defendeu então o bispo Manuel Martins, que poucos anos depois seria cognominado de “bispo vermelho” pelas denúncias que começou a fazer do desemprego galopante e dos casos de fome na área da sua diocese. A explicação de D. Manuel terminaria com o anúncio da nomeação de Lage Raposo.

Segundo a ata dessa reunião, o presidente nomeado deu conta da forma como entendia a Cáritas: “Não é uma burocracia ou uma tecnocracia, não é um serviço público, nem mesmo uma empresa de que a Igreja seja proprietária. A Cáritas é um órgão da Igreja em Portugal por instituição canónica, ou seja, a Cáritas é Igreja.”

Em janeiro de 1977, António Lage Raposo tomou formalmente posse como presidente de uma instituição com a qual, até aí, se cruzara apenas uma vez, muito tempo antes. Quando tinha 12 ou 13 anos, em 1948-49, recorda-se de Fernanda Jardim, amiga da mãe e fundadora do que viria a ser a Cáritas, ter telefonado para sua casa: com alguma emoção, a sua mãe deu a notícia ao pai quando este um dia chegou a casa. A presidente da então União de Caridade Portuguesa perguntara se a família poderia acolher durante algum tempo uma criança refugiada de guerra. “Apareceu uma criança francesa, que nem o nome sabia dizer – com os documentos, viemos a saber que era Geneviève”, conta. Veio no grupo de crianças que, originárias sobretudo da Áustria, mas também de mais alguns países, se refugiaram em Portugal logo a seguir ao fim da Segunda Guerra Mundial, enquanto esperavam o reencontro com os pais – ou a integração num novo lar, se eles tivessem desaparecido. A pequena francesa, que não teria mais de quatro anos, esteve seis meses em casa dos Raposo. Mais tarde, os pais de António ainda foram ver a França a sua antiga protegida.

 

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