Parabéns, Diocese de Setúbal

| 7 Jun 2022

se de setubal foto diocese de setubal (1)

Sé de Setúbal. Foto © Diocese de Setúbal.

 

Quem é cristão católico e tem consciência da verdadeira missão da Igreja, não deixa de reconhecer que por ação do Espírito Santo, discernida com inteligência e sabedoria pelo Papa Francisco que a acolheu, e com lúcida coragem, incentivou toda a Igreja Católica, com igual discernimento e sem qualquer receio, a fazer uma revisão de vida em ordem à refontalização de aspetos fundamentais da sua forma de estar no mundo de hoje.

Para que não se perca o tempo, já irremediavelmente perdido, o Papa tem pedido, insistentemente, que ninguém se dispense nem seja excluído deste processo de avaliação do que está a acontecer na Igreja para que se saiba se está a ser fiel ao mandato que recebeu de Jesus Cristo. Que sejam também apresentadas propostas transformadoras, em sintonia com o Evangelho e o pensamento social cristão, para que a Igreja, com coragem, e sem outras motivações ideológicas que possam estar até em contradição com o essencial do cristianismo, assuma a sua primordial missão. Ela é a de levar a felicitante Boa Notícia de que Deus é Amor e que a todas e a todos ama, sem exceção alguma, e no amor de uns para com os outros, particularmente os “mais pequeninos”, esse amor seja bem visível. Para isso é preciso ter a plena convicção de que ser cristão católico não é apenas, nem sobretudo, pertencer a uma religião, mas seguir, sem hesitações de qualquer ordem, a pessoa de Jesus Cristo, na sua dimensão humana e divina. Seguir Jesus Cristo é, mesmo com as nossas contingências humanas, procurar proceder como Ele. 

Os participantes no Concílio Vaticano II [1962-65], influenciados pela presença do Espírito Santo, procuraram, em grande parte, fazer com que o seguimento de Jesus fosse aplicável com uma leitura permanente dos sinais dos tempos. Encontro uma síntese dessa preocupação numa das mais referidas, mas não ainda assumida por todas e por todos os as católicas e católicos, na seguinte afirmação: “As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo; e não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no seu coração.” E ao mesmo tempo, esse seguimento deve reconhecer, sem quaisquer tipos de dúvidas, que a Igreja “é formada por homens, que, reunidos em Cristo, são guiados pelo Espírito Santo na sua peregrinação em demanda do reino do Pai, e receberam a mensagem da salvação para a comunicar a todos. Por este motivo, a Igreja sente-se real e intimamente ligada ao género humano e à sua história.” Se a Igreja não se reconhecer assim, não serve para nada.

Confesso que, no processo sinodal em curso, estou na posição de um otimista realista. Temo que as transformações mais urgentes não cheguem a acontecer, bem como que haja filtrações, por parte das comissões diocesanas, aos contributos dados pelos que aderiram ao desafio de Francisco. Receio, ainda, que se Francisco vier a acolher as propostas, ou pelo menos algumas, que saírem do Sínodo, possam enfrentar resistências a vários níveis. Porém, estou já a ter alguns laivos de menos pessimismo, dada a maravilhosa experiência que estou a viver, ao ter optado por fazer a minha caminhada sinodal com um grupo constituído, essencialmente, por não-crentes. Outro motivo ainda mais impulsionador foi conhecer as conclusões que resultaram da reflexão dos diocesanos de Setúbal. Não esperava que fossem levantadas questões tão pertinentes e algumas bastante controversas. Felicito a comissão diocesana, que teve a responsabilidade de fazer tão competente síntese das reflexões efetuadas, pela integridade demonstrada na isenção que é nítida no corajoso acolhimento de todos os contributos.

Acredito que o mesmo está a acontecer com as restantes dioceses. Caso contrário, o trabalho das mesmas não passará de um embuste.

Nenhuma comissão diocesana está no direito de roubar a esperança aos que querem uma Igreja mais inclusiva e em permanente saída.

Eugénio Fonseca é presidente da Confederação Portuguesa do Voluntariado.

 

Mais do que A Voz da Fátima

Pré-publicação

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Que fosse pedido a um incréu um texto de prefácio para um livro sobre A Voz da Fátima, criou-me alguma perplexidade e, ao mesmo tempo, uma vontade imediata de aceitar. Ainda bem, porque o livro tem imenso mérito do ponto de vista histórico, com o conjunto de estudos que contém sobre o jornal centenário, mas também sobre o impacto na sociedade portuguesa e na Igreja, das aparições e da constituição de Fátima e do seu Santuário como o centro religioso mais importante de Portugal. Dizer isto basta para se perceber que não é possível entender, no sentido weberiano, Portugal sem Fátima e, consequentemente, sem o seu jornal.

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Bahrein

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Há quem diga que este é o “primeiro fruto milagroso” da viagem apostólica que o Papa Francisco fez ao Bahrein, no início de novembro. Na verdade, resulta de três anos de trabalho de uma equipa de arqueólogos locais e britânicos, que acaba de descobrir, sob as ruínas de uma antiga mesquita, partes de um ainda mais antigo mosteiro cristão.

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Uma conferência sobre “As piores formas de trabalho infantil” decorre na manhã desta quinta-feira, 24 de Novembro (entre as 9h30-13h), no auditório da Polícia Judiciária (Rua Gomes Freire 174, na zona das Picoas, em Lisboa), podendo assistir-se também por videoconferência. Iniciativa da Confederação Nacional de Ação Sobre o Trabalho Infantil (CNASTI), em parceria com o Instituto de Apoio à Criança (IAC), a conferência pretende “ter uma noção do que acontece não só em Portugal, mas também no mundo acerca deste tipo de exploração de crianças”.

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