
O eurodeputado socialista Carlos Zorrinho foi um dos intervenientes no plenário em que foi votada uma “nova parceria” entre União Europeia e África. Imagem obtida a partir do vídeo do encontro, transmitido pelo Parlamento Europeu.
O desenvolvimento humano deve estar no centro das futuras relações entre a União Europeia (UE) e a África, abandonando uma abordagem dominada pela relação doador-beneficiário. Esta é uma das linhas de força da estratégia de relação entre as duas partes aprovada por larga maioria durante o plenário do Parlamento Europeu (PE), nesta quinta-feira, 25 de março.
A estratégia defende uma atenção especial à educação, incluindo uma maior inclusão das raparigas, a formação de professores e a redução do abandono escolar precoce.
Outro dos objetivos passa pela melhoria dos cuidados de saúde e dos sistemas nacionais de saúde, segundo a síntese dos debates divulgada pelo PE, em comunicado dirigido aos media.
Na resolução sobre esta “nova parceria” que foi aprovada por 460 votos a favor, 64 contra e 163 abstenções, os eurodeputados apelam à cooperação em questões como a transição verde, energia, transformação digital, empregos sustentáveis, boa governança e migração.
O documento aprovado sublinha que a UE e África devem cooperar em termos de igualdade, como parte de uma estratégia que capacita os governos africanos a alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS), a reduzir as mudanças climáticas e a promover a igualdade de género, entre outras metas.
A materialização desta estratégia conjunta deverá ocorrer ainda este ano, no quadro de uma Cimeira UE-União Africana.










