O Parlamento Europeu aprovou esta semana uma resolução na qual exorta a Comissão Europeia a instituir o cargo de coordenador para a combater “o ódio anticristão” nos países que a constituem. A Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia (Comece) aplaude a decisão.
De resto, a urgência de uma “ação institucional europeia imediata” para combater o ódio contra os cristãos havia já sido assinalada, em novembro de 2025, por ocasião do encontro anual entre a UE e os líderes religiosos, pelo bispo Czeslaw Kozon, presidente da Conferência Episcopal Escandinava e um dos vice-presidentes da Comece.
Também durante uma conferência de alto nível realizada no Parlamento Europeu em dezembro de 2024, o conselheiro da Comece, Alessandro Calcagno, afirmara: “Chegou a hora de nomear um Coordenador da UE para combater o ódio anticristão”. Esta foi a primeira vez que a questão foi formalmente levantada no contexto da UE.
A resolução do Parlamento Europeu, sancionada nesta segunda-feira, 23 de fevereiro, na qual a Comissão Europeia é convidada a agir nesse sentido, reflete assim as expetativas da Comece.
“Enquanto o cristianismo continua a ser a religião mais perseguida no mundo atualmente, com mais de 380 milhões de pessoas afetadas, não existe um coordenador europeu responsável pelo combate à cristianofobia, embora tenha sido nomeado um coordenador para combater a islamofobia”, pode ler-se na resolução.
Os bispos europeus sugerem, no entanto, substituir “cristianofobia” pela expressão “ódio cristão”, a fim de garantir a coerência com posições semelhantes já existentes a nível da UE, em particular a relativa às comunidades muçulmanas, bem como para evitar que tais iniciativas se baseiem no conceito controverso de “fobia”. O futuro Coordenador da UE deverá ter como missão abordar casos concretos de discriminação, intolerância e violência contra as comunidades cristãs na União Europeia.










