Igrejas domésticas perseguidas

Pastor cristão condenado a 14 anos de prisão na China

| 17 Jan 2024

China

O Partido Comunista Chinês tem vindo a proibir dezenas de grupos e movimentos religiosos que considera “controversos”, listando-os como xie jao. (em português, culto proibido). Foto © ACN-Portugal

 

Um pastor protestante, líder de uma igreja doméstica na China, foi condenado a 14 anos de prisão por alegado envolvimento em “práticas comerciais ilegais” e dinamização de um xie jiao (em português, culto proibido). A notícia, avançada esta quarta-feira, 16, pela UCA News, refere que a esposa do pastor e outros quatro réus ligados àquela igreja enfrentam igualmente penas de prisão, embora com duração mais reduzida.

Estas sentenças “retratam a repressão contínua às igrejas protestantes e evangélicas na China, que se intensificou desde que o presidente Xi Jinping chegou ao poder em 2013”, assinala a Bitter Winter, revista dedicada à liberdade religiosa e direitos humanos.

O Partido Comunista Chinês tem vindo a proibir dezenas de grupos e movimentos religiosos que considera “controversos”, listando-os como xie jao e acusando-os de “ensino heterodoxo” e de “minar a implementação da lei”.

No entanto, esta acusação é “surpreendente” no caso do pastor Kan Xiaoyong, uma vez que ele lidera a Discipleship Home Network, uma “típica igreja doméstica protestante”, assinala a mesma publicação.

A equipa de defesa de seis advogados conseguiu pelo menos que os réus fossem declarados inocentes da acusação de fraude, caso contrário teriam sido sujeitos a penas ainda mais pesadas.

Ex-empresário e descendente de uma família ligada ao Partido Comunista Chinês, Kan abandonou a profissão para criar, juntamente com a esposa, a Discipleship Home Network, que, ao combinar o culto presencial e online, se tornou nacionalmente famosa no circuito de igrejas domésticas.

Já em outubro de 2021 a residência do casal em Dalian (nordeste da China) havia sido invadida por forças policiais e Kan e a esposa detidos. Durante os vários dias de detenção, ambos foram submetidos a torturas na tentativa vã de obter confissões, e como forma de pressão para obrigá-los a aderir à Igreja das Três Autonomias, controlada pelo Governo.

Em maio do ano passado, o 7MARGENS dava conta da detenção de outro pastor cristão, Chang Hao, que geria uma pequena igreja rural na cidade de Zhaotong, a qual também não se encontrava registada na Igreja das Três Autonomias. Na altura, não foram dadas justificações para a detenção do pregador, nem informações sobre o local onde ficaria detido. De acordo com a Bitter Winter, Chang Hao permanece preso, com a saúde debilitada, e é acusado do crime de “provocar zaragatas e problemas”, uma acusação genérica usada na China contra todos os tipos de dissidentes políticos e religiosos. O seu caso irá seguir para julgamento.

 

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