Patriarca à chegada a Lisboa: protagonismo das JMJ será dos jovens

| 29 Jan 19

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Foi com um pano de fundo permanente de gritos de júbilo, aclamações e cânticos que uma centena de jovens acolheu o cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, à sua chegada ao aeroporto de Lisboa, depois de ter participado nas Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ), no Panamá, onde foi anunciado que as próximas JMJ se realizarão em Lisboa, em 2022.

“Há um ponto muito importante: o protagonismo é deles”, disse o patriarca, em declarações a um grupo de jornalistas, referindo-se aos jovens. “Não vai ser uma jornada organizada pelos bispos, para os jovens, vai ser dos jovens e para os jovens”, apoiada pelos bispos, acrescentou. E, quando já se despedia dos jornalistas, voltou a sublinhar: “O protagonismo é deles.”

Para o cardeal, o factor da lusofonia pesou na decisão. O facto de já ter havido duas JMJ na Península Ibérica – Santiago de Compostela, em 1989, e Madrid, em 2011 – não facilitava a candidatura portuguesa, admitiu. “Mas o facto de Lisboa ter uma ligação à lusofonia, e de ser habitada por dezenas de milhar de populações lusófonas, oriundas sobretudo de África, pesou de certeza na decisão”, acrescentou.

Momentos depois, em declarações ao 7MARGENS, Manuel Clemente acrescentou que esse terá sido mesmo o factor determinante. No Panamá, onde havia vários bispos de Angola, e já há meses, na última reunião dos presidentes dos episcopados lusófonos, o cardeal português falara com os seus colegas lusófonos e todos manifestaram vontade de mobilizarem uma larga participação.

E apoios para que esses jovens possam vir a Portugal? “Temos três anos para agilizar isso o melhor possível”, respondeu, deixando aberta a possibilidade de recolher fundos para apoiar as viagens de jovens africanos. De resto “há muita vontade” de jovens dos cinco continentes virem a Portugal, acrescentou, depois de ter falado, ainda no Panamá, com muitos deles. “Lisboa há-de aguentar este embate, que certamente ultrapassará os dois milhões”, disse ainda.

As jornadas, no entanto, começarão antes, em todo o país, “com variadíssimas actividades” que os portugueses “proporcionarão aos jovens que vêm de toda a parte”. O que não deixará de ser feito com a marca portuguesa do “acolhimento” e de mostrar também a “beleza das cidades”.

De resto, o patriarca manifestou-se “muito contente” e “com vontade de corresponder a este entusiasmo juvenil”, que é “uma gota de água no oceano de entusiasmo juvenil, católico e que vai até além do catolicismo em Portugal”. Deu o exemplo das dezenas de grupos católicos que, por estes dias, estão por todo o país a participar em acções de  voluntariado, na denominada “Missão País”.

Expressando o desejo, “como cidadão”, de que a realização das JMJ ajude a requalificar a zona a norte do rio Trancão, que será também incluída no terreno a preparar para os actos centrais, do fim-de-semana, Manuel Clemente admitiu ainda que a hipótese de Fátima, que chegou a ser pensada, não tinha condições, por o espaço do santuário ser demasiado “pequeno”.

Falta agora também acertar a data das JMJ de Lisboa. Como habitualmente, quando se realizam na Europa, será Julho ou Agosto.  O patriarcado de Lisboa tem já uma página na internet (http://jmj.patriarcado-lisboa.pt/#/pt) com informações sobre as JMJ, sobre a cidade de Lisboa e o patriarcado.  

As JMJ, iniciativa do Papa João Paulo II, iniciada em 1986, na sequência do Ano Internacional da Juventude (1985), realizam-se anualmente em cada diocese e, de três em três anos, com um encontro internacional, que pode reunir centenas de milhar de pessoas (a maior foi a de Manila, nas Filipinas, onde se falou de quatro a cinco milhões de pessoas, e a menor foi a do Panamá, que terminou no último domingo).

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