Notícia do 7MARGENS confirmada

Patriarca, Costa, ministra e autarcas explicam preparação da JMJ ao cardeal Parolin

| 12 Mai 2023

Jovens com os símbolos da JMJ em Fátima, nesta sexta-feira, 12 de Maio. Foto © Agência Ecclesia/CB

 

O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, que nesta sexta e sábado preside em Fátima à peregrinação de 12-13 de Maio, estará sábado à tarde na sede do Comité Organizador Local (COL) da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Parolin será recebido, juntamente com o primeiro-ministro António Costa pelo patriarca de Lisboa, cardeal Manuel Clemente, e pelo presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023, o bispo auxiliar de Lisboa Américo Aguiar, António Costa, de acordo com notas de agenda divulgadas pelo COL e pelo gabinete da ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares, Ana Catarina Mendes, que acompanhará Costa. Os presidentes das câmaras de Lisboa e Loures, bem como o núncio apostólico em Portugal, Ivo Scapolo, participam também no encontro.

Esta informação confirma a notícia divulgada há dias pelo 7MARGENS e que era para ter sido um segredo guardado até final.

O encontro de Parolin com os responsáveis da JMJ de Lisboa do lado da Igreja e do Estado servirá para pôr o “número dois” do Vaticano a par do que se está a preparar para receber os jovens que vêm de todo o mundo.

Ainda por confirmar está a eventual presença do Presidente da República na visita que o cardeal Parolin fará ao terreno, depois de estar no COL. Isso permitiria, ao mesmo tempo, evitar que Marcelo e Costa se cruzasse de novo, depois de Presidente e primeiro-ministro terem estado juntos na entrega do 16.º Prémio Europeu Carlos V, entregue em Espanha.

O cardeal Parolin admitiu, na conferência de imprensa que decorreu em Fátima nesta sexta-feira, 12, que está a par das polémicas registadas nos últimos meses, sobretudo relacionadas com os custos dos palcos do Parque Tejo e Parque Eduardo VII. Lamentando as polémicas, Parolin admitiu que elas são semelhantes às que aconteceram noutros países a propósito de outras JMJ, que exige sempre “um investimento económico”. Mas, congratulou-se, “houve um diálogo com as autoridades que levou à redução dos custos”.

Parolin pediu ainda aos jornalistas que procurem os “aspectos positivos” de uma iniciativa como a JMJ, tendo em conta o retorno económico que provoca a presença de milhares de jovens nos dias da celebração. “Algumas obras não são efémeras e ficarão depois ao serviço da colectividade e da comunidade local”, afirmou ainda, referindo-se também à  transformação que transformou a zona do  Parque Tejo, onde decorrem os actos centrais da JMJ.

Os símbolos da Jornada, que estão nestes dias em peregrinação na diocese de Leiria estiveram na noite deste dia 12 no santuário de Fátima, no início da procissão das velas.

 

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Agenda

Fale connosco

Autores

 

Pin It on Pinterest

Share This