O Patriarca Latino de Jerusalém, cardeal Pierbattista Pizzaballa, congratulou-se pelo acordo alcançado entre Israel e o Hamas, mas avisou que o caminho rumo a uma paz duradoura, “continua [a ser] longo”.
Na mesma linha, aquele responsável da Igreja Católica na região acrescentou que a paz não pode ser alcançada “sem uma perspetiva clara para o futuro da Palestina”, deixando, desse modo, um ponto a considerar na segunda etapa das negociações em curso no Cairo (Egito).
Explicando o seu ponto de vista numa entrevista concedida ao jornal francês La Croix, o cardeal defendeu, como requisito para uma paz duradoura, que a Faixa de Gaza e a Cisjordânia “não podem ser separadas”, porque “pertencem ao mesmo povo”.
A seu ver, ainda é cedo para falar em paz, dado que “a paz requer condições que devem ser preparadas” – aos poucos, e de forma criativa.
Numa entrevista concedida ao jornal francês La Croix, Pizzaballa disse que este é o momento de celebrar a libertação de reféns e prisioneiros, mas também de olhar para a frente, sem ingenuidades, mas com realismo. “Sabemos que o caminho para um acordo final será longo e repleto de obstáculos. Muitos aspetos deste plano permanecem vagos e precisam de ser esclarecidos”, observou.
Concretamente, o patriarca defende que se deve abordar “as raízes do conflito” e definir com clareza as perspetivas para o futuro da Palestina, “quaisquer que elas sejam”. Além disso, os palestinianos e a sociedade israelita devem ser chamados a participar nessas conversações.
O cardeal Pizzabala expressou também o seu ponto de vista sobre matérias em que a Igreja pode ajudar, na atual fase. Uma é criar espaços para “facilitar o dialogo”, “espaços de paz e serenidade, mesmo com políticos, onde as pessoas possam interagir sem se sentirem ameaçadas”. Outra é aprender a falar uma outra linguagem, abandonando “a linguagem do desprezo”: do ‘eu e mais ninguém’ ao ‘eu e os outros’, porque “não estamos sozinhos”.
Entretanto, também o padre Romanelli, pároco de Gaza manifestou a sua esperança no acordo para a suspensão dos bombardeamentos e a libertação dos cativos, bem como no cumprimento das outras etapas previstas no documento da Casa Branca.
É absolutamente necessário que a população possa beneficiar de um período de paz justa, disse ele, através de uma mensagem em vídeocolocada, em quatro idiomas, na rede X (https://x.com/PGabRomanelli/status/1976384627360288814/video/2)










