
Entre as experiências proporcionadas aos jovens participantes incluíram-se visitas ao Museu Judaico e à Grande Sinagoga de Varsóvia, várias viagens pela Polónia para conhecer outros locais de interesse, e inúmeras atividades lúdicas e desportivas. Foto © Tha Yael Foundation.
Cerca de 170 jovens rapazes e raparigas judeus da Europa, África e Ásia passaram a última semana juntos em Varsóvia, a participar num campo de férias de verão – foi o primeiro do género desde o Holocausto, mas certamente não será o último.
Dinamizado pela Fundação Yael – uma organização sem fins lucrativos que promove a educação judaica em todo o mundo – o objetivo do campo era fortalecer a ligação dos jovens com a sua identidade e tradição judaicas e proporcionar a experiência àqueles que de outra forma não teriam acesso a ela.
Entre os inscritos, estiveram jovens de países tão diferentes como a Ucrânia, Marrocos, Geórgia ou Israel. Para garantir que todos pudessem participar, independentemente da sua origem e capacidade financeira, a Fundação Yael cobriu todos os custos associados, incluindo as viagens.
“Criar experiências únicas e divertidas para crianças que vêm de diferentes culturas e idiomas é um desafio incrível. Estou satisfeito por termos superado este desafio e por ter correspondido às nossas expectativas. Não tenho dúvidas de que as crianças estão a regressar aos seus países cheias de experiências, lições e amizades que ficarão com elas para o resto das suas vidas”, disse o rabino Shmuel Azman, presidente da Fundação Yael, citado pelo jornal Jewish News.
Entre as experiências proporcionadas aos jovens participantes incluíram-se visitas ao Museu Judaico e à Grande Sinagoga de Varsóvia, várias viagens pela Polónia para conhecer outros locais de interesse, e inúmeras atividades lúdicas e desportivas. O campo foi conduzido em quatro línguas – inglês, russo, francês e hebraico – para assegurar “uma efetiva comunicação e inclusão dos participantes”.
“Há cem anos, a Polónia era o epicentro da tradicional e vibrante civilização judaica, uma das maiores comunidades da Diáspora. Esta civilização foi brutal e tragicamente apagada no Holocausto. Este ano, crianças judias de países distantes regressaram à Polónia para um acampamento de verão que fortalece a sua ligação judaica. Tenho a certeza de que os nossos antepassados estão a regozijar-se com isso”, conclui o o rabino Shmuel Azman.









