Federação de Jornalistas condena

Pelo menos 21 repórteres mortos em Gaza

| 25 Out 2023

A mural of Al-Jazeera Arabic journalist Shireen Abu Akleh, who was killed by an Israeli soldier in the West Bank town of Jenin, is seen on a wall in Gaza City on May 15, 2022. (AP PhotoAdel Hana),

Um mural em Gaza recorda a jornalista da Al-Jazeera Shireen Abu Akleh, morta por um soldado israelita na cidade de Jenin. Foto © AP Photo/Adel Hana, via CPJ.

 

Pelo menos 21 repórteres palestinianos foram mortos, sete ficaram feridos e vários estão desaparecidos na sequência das operações militares em curso entre o Hamas e Israel na Faixa de Gaza. Os dados foram avançados esta quarta-feira, 25 de outubro, pela Federação Internacional de Jornalistas (IFJ) e pelo Sindicato dos Jornalistas Palestinianos (PJS), que condenam “os assassinatos e os ataques contínuos” aos profissionais dos média naquela região, pedem proteção e “uma investigação imediata” sobre as mortes ocorridas.

A maior parte dos jornalistas morreu devido a bombardeamentos que atingiram as casas onde residiam e sete foram mortos enquanto cobriam as operações militares em curso. É o caso do fotojornalista palestiniano Mohammad Al-Salhi, que trabalhava para a agência de notícias Fourth Authority, e que foi alvejado enquanto cobria as operações militares na fronteira leste do campo de refugiados palestinianos Al-Bureij, localizado no centro da Faixa de Gaza, segundo a agência estatal WAFA.

De acordo com a Federação Internacional de Jornalistas, os ataques aéreos israelitas também destruíram total ou parcialmente as sedes de inúmeros meios de comunicação, incluindo a redação do jornal Al-Ayyam, o estúdio da rádio Gaza FM, a sede da agência de notícias Shehab, e os escritórios da agência de notícias Ma’an.

O momento em que um ataque israelita atingiu a torre palestina em Gaza, onde se localiza o estúdio da rádio Gaza FM, foi captado pelas câmaras enquanto a repórter da Al Jazeera, Youmna Al-Sayed, conduzia uma transmissão em direto.

“Os trabalhadores dos média em áreas de conflito armado devem ser tratados e protegidos como civis e autorizados a realizar o seu trabalho sem interferência”, afirma o secretário-geral da IFJ, Anthony Bellanger. “A FIJ apela a todos os combatentes neste conflito para que façam tudo o que estiver ao seu alcance para salvaguardar os jornalistas e profissionais da comunicação social. Há um interesse intenso e profundamente preocupado neste conflito em todo o mundo, mas as pessoas só serão capazes de compreender o que realmente está a acontecer se os jornalistas puderem fazer o seu trabalho”, assinala o responsável em comunicado.

“Em condições tão perigosas, a IFJ lembra aos jornalistas no terreno que tomem precauções, usem equipamento de segurança profissional e não viajem sem que os seus meios de comunicação lhes forneçam todo o equipamento de segurança profissional necessário para cobrir os eventos. Nenhuma história vale a vida de um jornalista”, pode ainda ler-se no texto divulgado pelo organismo que representa mais de 600 mil jornalistas em 146 países.

Já na semana passada, o secretário-geral adjunto da IFJ partilhava no blogue da instituição: “Nenhum jornalista estrangeiro permanece em Gaza, confirma a Associação de Imprensa Estrangeira em Jerusalém. As informações que temos sobre o território de 141 milhas quadradas vêm de repórteres e operadores de câmera de Gaza. O nível de medo entre estes jornalistas já endurecidos pela batalha, no entanto, é invulgarmente elevado”.

Igualmente preocupado com a situação dos repórteres palestinianos, o Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ)também já exigiu que as mortes sejam investigadas, os resultados das investigações tornados públicos e que se tomem medidas imediatas para assegurar a segurança dos trabalhadores dos média na região. E recorda que, no passado mês de maio, publicou o relatório “Deadly Pattern” (em português, “Padrão Mortal”), no qual dava conta do “assassinato de 20 jornalistas pelos militares israelitas em 22 anos – e de como ninguém foi responsabilizado por essas mortes”.

 

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