Amnistia Internacional pede repatriamento

Pelo menos 27 mil crianças detidas na Síria, sem acesso a direitos básicos

| 1 Dez 2021

siria camp al-hol © DELIL SOULEIMANAFP via Getty Images (1200 x 900 px)

“Dezenas de milhares de crianças da Síria, Iraque e mais de 60 outros países foram abandonados à miséria, trauma e morte”, denuncia a Amnistia Internacional. Foto © DELIL SOULEIMANAFP via Getty Images.

 

 

São pelo menos 27 mil as crianças detidas no campo de refugiados de al-Hol, no nordeste da Síria, sem acesso adequado a alimentos, água potável e serviços essenciais, como saúde e educação, enquanto os governos “desrespeitam as suas obrigações” de defesa dos direitos humanos e de proceder ao repatriamento com a máxima urgência, defendeu a Amnistia Internacional (AI) num comunicado enviado esta terça-feira, 30, ao 7MARGENS.

“Dezenas de milhares de crianças da Síria, Iraque e mais de 60 outros países foram abandonados à miséria, trauma e morte, simplesmente porque os seus governos se recusam a assumir as suas responsabilidades e a trazer essas crianças de volta a um ambiente seguro e protegido”, afirma Diana Semaan, investigadora da Amnistia Internacional (AI) para a Síria.

O campo de al-Hol está sob o controlo da Asayish, a força policial da Administração Autónoma, que ao longo do ano passado deteve arbitrariamente rapazes de 12 anos, separando-os das suas mães e cuidadores, com a justificação de “suspeita de uma potencial ‘radicalização’ dos rapazes no futuro” e sem qualquer prova de comportamento errado, refere o comunicado. A Asayish transfere os rapazes para centros de detenção descritos como “centros de reabilitação” fora do campo de al-Hol, também sem acesso adequado a comida, água e cuidados de saúde, onde existe grande propagação de doenças como a tuberculose e a sarna, acrescenta a AI.

O comunicado refere ainda um relatório recente da associação Save The Children, o qual revelou que apenas 40% das crianças no campo de al-Hol, entre os três e os 17 anos, recebem educação. O mesmo relatório destaca as elevadas taxas de homicídio no campo com 79 pessoas mortas no campo este ano, incluindo três crianças mortas a tiro e mais 14 mortes de crianças atribuídas a vários incidentes, como por exemplo incêndios.

 

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