Amnistia chama à Ação

Pelos defensores dos direitos humanos na Turquia

| 8 Mai 2022

Amnistia Internacional, direitos humanos, Índia, UE

Vigília da Amnistia Internacional, no Palácio de Cristal no Porto, 6 Maio 2021, em defesa do respeito pelos direitos humanos na Índia, antecedendo a cimeira da UE com o primeiro-ministro da Índia. Foto © Amnistia Internacional – Portugal.

 

A Amnistia Internacional (AI) emitiu uma Chamada à Ação pedindo a colaboração da sociedade civil para pressionar as autoridades da Turquia a não interporem mais ações contra os defensores dos direitos humanos naquele país. A organização denuncia que “sete defensores de direitos humanos foram condenados a penas que vão desde os 18 anos de prisão até prisão perpétua, mesmo sem quaisquer provas contra eles”. “Ao longo dos últimos anos, a Amnistia Internacional tem acompanhado a repressão das autoridades turcas a todos os defensores de direitos humanos no país, e a forma como o poder executivo e a influência política sob o poder judicial se tornaram sistemáticos no país”, relata a organização em comunicado.

O caso remonta a 2013, quando manifestações pacíficas contra a demolição do parque Gezi, em Istambul, na Turquia, foram “violentamente reprimidas”. “Este episódio foi um dos que marcou o início da repressão e de julgamentos politicamente motivados no país. No passado dia 25 de abril, Osman Kavala (um conhecido defensor de direitos humanos e membro da sociedade civil turca, que está detido desde novembro de 2017) foi condenado por “tentativa de derrube do governo” e punido com prisão perpétua. Os restantes 7 arguidos foram condenados a 18 anos por, alegadamente, terem ajudado Osman Kavala”, relata a AI.

O Tribunal Europeu de Direitos Humanos, em dezembro de 2019, decidiu que as autoridades turcas tinham violado os direitos à liberdade e segurança de Osman, e que tinham a intenção de o silenciarem e de o dissuadirem, a ele e a outros, de continuar com o seu trabalho. “Mesmo assim, e sem quaisquer provas contra os arguidos, o julgamento avançou, terminando com uma condenação devastadora”.

O que a AI é que o Procurador do Tribunal Regional de Recursos de Istambul não se oponha a nenhum pedido recurso interposto por Osman Kavala, Mücella Yapıcı, Çiğdem Mater, Mine Özerden, Can Atalay, Tayfun Kahraman e Hakan Altınay. Neste sentido, pedem a todos os que desejem ajudar que enviem mensagens via e-mail ou que partilhem esta informação pelas redes sociais. Todas as sugestões de texto podem ser encontradas aqui.

 

Sinodalidade como interpelação às Igrejas locais e à colegialidade episcopal

Intervenção de Borges de Pinho na CEP

Sinodalidade como interpelação às Igrejas locais e à colegialidade episcopal novidade

Há quem continue a pensar que sinodalidade é mais uma “palavra de moda”, que perderá a sua relevância com o tempo. Esquece-se, porventura, que já há décadas falamos repetidamente de comunhão, corresponsabilidade e participação. Sobretudo, ignoram-se os princípios fundacionais e fundantes da Igreja e os critérios que daí decorrem para o ser cristão e a vida eclesial.

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Breves

 

De 1 a 31 de Julho

Helpo promove oficina de voluntariado internacional

  Encerram nesta sexta-feira, 24 de Junho, as inscrições para a Oficina de Voluntariado Internacional da Helpo, que decorre entre 1 e 3 de Julho. A iniciativa é aberta a quem se pretenda candidatar ao Programa de Voluntariado da Organização Não Governamental para...

António Vaz Pinto (1942-2022): o padre dinamizador

Jesuíta morreu aos 80 anos

António Vaz Pinto (1942-2022): o padre dinamizador

Por onde passou lançava projectos, dinamizava equipas, deixava-as a seguir para partir para outras aventuras, sempre com a mesma atitude. Poucos dias antes de completar 80 anos, no passado dia 2 de Junho, dizia na que seria a última entrevista que, se morresse daí a dias, morreria “de papo cheio”. Assim foi: o padre jesuíta António Vaz Pinto, nascido em 1942 em Arouca, 11º de 12 irmãos, morreu nesta sexta-feira, 1 de Julho, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde estava internado desde o dia 8, na sequência de um tumor pulmonar que foi diagnosticado nessa altura.

Abusos sexuais: “Senti que não acreditavam em mim”

Testemunho de uma mulher vítima

Abusos sexuais: “Senti que não acreditavam em mim”

Na conferência de imprensa da Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais contra as Crianças na Igreja Católica Portuguesa, que decorreu quinta-feira, 30 de junho, em Lisboa, foram lidos três testemunhos de vítimas de abusos, cujo anonimato foi mantido. Num dos casos, uma mulher de 50 anos fala do trauma que os abusos sofridos lhe deixaram e de como decidiu contar a sua história a um bispo, sentindo ainda assim que a sua versão não era plenamente aceite como verdadeira.

Agenda

Fale connosco

Autores

 

Pin It on Pinterest

Share This