Relatório da Amnistia Internacional

Pena de morte volta a matar em 2021

| 23 Mai 2022

Manifestação contra a pena de morte. Foto © Maria Oswalt | Unsplash

Manifestação contra a pena de morte. Foto © Maria Oswalt | Unsplash

 

Em 2021 a Amnistia Internacional (AI) confirmou 579 execuções de pessoas condenadas à morte pelo sistema judicial de 18 países. De acordo com a documentação da AI enviada ao 7MARGENS no dia 23 de maio, aquele número representa um crescimento de 20 por cento em relação ao registado no ano anterior. Contudo, graças à pandemia, em 2021 o número de execuções certificadas continua baixo, sendo o segundo menor desde 2010.

A China é o país em que mais pessoas são condenadas à morte (e executadas) todos os anos, mas a Amnistia Internacional não refere quaisquer números relativos a este país por não poder certificar de forma independente dados que Pequim classifica como segredo de Estado. O mesmo se passa com a informação relativa à Coreia do Norte e ao Vietname.

No final de 2021, pelo menos 28.670 pessoas estavam sentenciadas à morte. Nove países detinham 82 por cento dos totais conhecidos: Iraque (mais de 8.000), Paquistão (mais de 3.800), Nigéria (mais de 3.000), EUA (2.382), Bangladesh (mais de 1.800), Malásia (1.359), Vietname (mais de 1.200), Argélia (mais de 1.000), Sri Lanka (mais de 1.000).

Entretanto dois Estados aboliram a pena de morte durante o ano passado, a qual ainda persiste em 55 países. Mais de dois terços dos Estados do mundo já não admitem (na lei ou na prática) a pena de morte.

Mais informação sobre este relatório pode ser consultada no sítio da Amnistia Internacional.

 

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