Universalidade de gestos e emoções

Pentecostes: O Sopro

| 23 Mai 21

Ceuta. Abraço. Imigrantes

“Fixo-me na imagem de Ceuta. A mulher espanhola colada em abraço imenso ao rapaz senegalês, o pranto, a compaixão.” Foto: Reprodução Twitter @Cruz Vermelha Espanha

 

O Cristo ressuscitado, Cristo Jesus, o Nosso Senhor, certeza, motivo, mistério da nossa fé e a celebração de Pentecostes. O Sopro do Espírito Santo em face da gente unida pelo medo, pela insegurança, pela ameaça, por todo o sinal de violência do mundo, lá fora. De repente, a iluminação, a sabedoria, a linguagem, variada e entendível entre todos, os apóstolos, os tantos homens e as mulheres ali assustados, perdidos no sentido das palavras certas para dizer. Para cumprir. Para seguir.

Muitas vezes tenho vivido o sentido deste Sopro na celebração de Pentecostes. Posso imaginar o ambiente e o cenário, a inquietação das pessoas, o retiro assustado, a fragilidade da sua condição humana, desesperada. E então, a força jubilosa do acontecimento. A universalidade. A unidade na diversidade de palavras, de culturas, de gestos, de tradições. Ou a universalidade da comunicação, na Igreja nascente.

Penso, especialmente este ano, nesta universalidade, feita de gestos e emoções, além das palavras que sejam a várias vozes pronunciadas, neste vasto mundo. Penso na versatilidade da Comunicação. Fixo-me na imagem de Ceuta. A mulher espanhola colada em abraço imenso ao rapaz senegalês, o pranto, a compaixão. Fraternidade? Solidariedade? Caridade que é Amor?

Símbolo expressivo de Pentecostes, em ano tão conturbado de acontecimentos. A pensar.

 

Leonor Xavier é escritora e jornalista e integra o movimento Nós Somos Igreja – Portugal

 

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