Compostela

Peregrinos regressam em força ao Caminho de Santiago em busca de bem-estar

| 8 Jun 21

Caminho de Santiago. © António José Paulino.

Caminho de Santiago é feito de múltiplos e antigos caminhos que percorrem a Europa, do oriente ao ocidente, e do norte para o sul. Foto © António José Paulino.

 

Alguns peregrinos já puseram pés ao caminho e muitos outros preparam a mochila e as botas, a caminho de Santiago de Compostela. Depois de um ano de confinamento, os mais fiéis suspiram pela repetição da experiência restauradora, enquanto outros não veem o dia de inaugurá-la.

A Associated Press (AP) publicou neste fim-de-semana uma desenvolvida reportagem, em que os jornalistas Joseph Wilson e Iain Sullivan dão sinais deste acordar do movimento, nesta fase, que se espera final, da pandemia. Pelos caminhos cruzaram-se ou foram ao encontro dos peregrinos: a mulher cujo casamento acabou no confinamento e agora teme ser despedida pelo banco em que trabalha; o casal de 81 e 84 anos, que sobreviveu ao vírus; o jovem checo de 25 anos, que veio caminhar três semanas, para combater o stress; e muitos outros. Incluindo o investigador da Universidade Autónoma de Barcelona que já concluiu, com uma amostra de 100 peregrinos, que fazer o Caminho traz benefícios à saúde mental.

O Caminho de Santiago é feito de múltiplos e antigos caminhos que percorrem a Europa, do oriente ao ocidente, e do norte para o sul. Como os ribeiros que vão desaguando noutros ribeiros, assim fazendo rios, assim as vias que demandam a imagem e a catedral do santo.

Dado que o Papa Francisco estendeu até 2022 as indulgências do ano jubilar, que não acontecia desde 2010, são esperados já este ano e, no próximo, centenas de milhar de caminheiros, crentes e não crentes.

Como diz o bispo de Santiago de Compostela, em declarações à AP, “o Caminho de Santiago… é um espaço que nos ajuda a recuperar a nossa paz interior, a nossa estabilidade, o nosso espírito, de que sem dúvida todos precisamos, dadas as dificuldades que temos para enfrentar a dor e os estragos da pandemia que por vezes nos deixam sem palavras”.

 

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Inicio o meu quarto ano de uma escrita a que não estava habituada, a crónica jornalística. Nos primeiros três anos escrevi sobre a interculturalidade. Falei sobre o modo como podemos, por hipótese, colocar as culturas moçambicanas e portuguesa a dialogarem. Noutras vezes, inclui a cultura judaica, no diálogo com essas culturas. De um modo geral, tenho-me questionado sobre a cultura, nas suas diferentes manifestações: literatura, costumes, comportamentos sociais, práticas culturais, modos de ser, de estar e de fazer.

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