Estudo internacional

Perseguição religiosa diminuiu, mas restrições dos governos estão no nível mais elevado

| 2 Out 21

perseguição religiosa igreja clandestina foto sean warren

A análise mostrou que as restrições governamentais relativas à religião, que em 2018 haviam atingido o ponto mais alto, se mantiveram num patamar semelhante em 2019. Foto © Sean Warren.

 

O número de países onde foi registada atividade terrorista relacionada com a religião diminuiu pelo quinto ano consecutivo, concluiu o Pew Research Center no seu 12º estudo anual sobre as restrições globais à religião, divulgado esta quinta-feira, 30 de setembro. As restrições governamentais face às crenças e práticas religiosas estão, no entanto, no nível mais elevado desde que o estudo começou a ser realizado, em 2007.

O estudo, que se refere a 2019, analisou dados referentes a 198 países e territórios, tendo identificado uma diminuição dos casos de violência contra grupos religiosos por parte de indivíduos ou de outros grupos. O número de países com níveis de hostilidade “alta” ou “muito alta” diminuiu de 53 (em 2018) para 43.

Quanto ao total de países que registaram pelo menos um tipo de atos terroristas (como assassinatos, abusos físicos, detenções, destruição de propriedade ou recrutamento por parte de grupos terroristas) atingiu o seu recorde mais baixo: 49 territórios em 2019, contra 64 em 2018.

Mas a análise mostrou também que as restrições governamentais relativas à religião, que em 2018 haviam atingido o ponto mais alto desde o início do estudo, se mantiveram num patamar semelhante em 2019. A pontuação média global no Índice de Restrições Governamentais (GRI), um índice de 10 pontos com base em 20 indicadores, manteve-se nos 2,9. Esta pontuação tem vindo a crescer acentuadamente desde 2007, ano em que não passou de 1,8.

O número total de países com níveis “altos” ou “muito altos” de restrições governamentais aumentou em 2019 para 57 (o que corresponde a 29% de todos os países considerados no estudo). Trata-se de um país a mais do que em 2018, e do número mais elevado desde 2012.

O documento aponta para o fim da ocupação territorial do Estado Islâmico na Síria e no Iraque, em 2019, como uma das razões para a descida de casos de violência e perseguição religiosa grave.

Índia, Iraque, Israel, Líbia, Nigéria, Paquistão, Sri Lanka e Síria são os países que se mantêm na listagem de hostilidade social muito alta. Já em países como Marrocos, houve uma clara melhoria. De acordo com o Protestante Digital, a recente mudança de governo naquele país poderá reforçar ainda mais essa evolução positiva. Depois de dez anos à frente do executivo, o partido islamista sofreu uma estrondosa derrota e o novo chefe do Governo é o laico liberal Aziz Akhannouch. “Estamos muito orgulhosos porque o islão político saiu do governo através de umas eleições e das urnas, em vez de golpes de Estado como aconteceu no Egito ou na Argélia”, afirma uma comunidade cristã, citada pelo mesmo jornal. “Akhannouch é um homem de negócios. Não importa se adoras o sol ou a lua, não te perseguirá”, concluem.

 

A roseira que defende a vinha: ainda a eutanásia

A roseira que defende a vinha: ainda a eutanásia novidade

Há tempos, numa visita a uma adega nacional conhecida, em turismo, ouvi uma curiosa explicação da nossa guia que me relembrou imediatamente da vida de fé e das questões dos tempos modernos. Dizia-nos a guia que é hábito encontrar roseiras ao redor das vinhas como salvaguarda: quando os vitivinicultores encontravam algum tipo de doença nas roseiras, algum fungo, sabiam que era hora de proteger a vinha, de a tratar, porque a doença estava próxima.

Um caderno para imprimir e usar

Sínodo 2021-23

Um caderno para imprimir e usar novidade

Depois de ter promovido a realização de dois inquéritos sobre o sínodo católico 2021-23, o 7MARGENS decidiu reunir o conjunto de textos publicados a esse propósito num caderno que permita uma visão abrangente e uma utilização autónoma do conjunto. A partir de agora, esse caderno está disponível em ligação própria.

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Esta é a Igreja que eu amo!

Esta é a Igreja que eu amo! novidade

Fui um dos que, convictamente e pelo amor que tenho à Igreja Católica, subscrevi a carta que 276 católicas e católicos dirigiram ao episcopado português para que, em consonância e decididamente, tomassem “a iniciativa de organizar uma investigação independente sobre os crimes de abuso sexual na Igreja”.

Fale connosco

Pin It on Pinterest

Share This