Instituto para a Liberdade Religiosa

Perto de 500 igrejas e lugares sagrados destruídos na Ucrânia no último ano

| 23 Fev 2023

edificios religiosos destruidos na ucrania, foto c State Service of Ukraine for Ethnic Affairs and Freedom of Conscience (DESS)

Igrejas na Ucrânia destruídas por ataques russos (da esquerda para a direita): Catedral de São Miguel Arcanjo em Mariupol; Igreja da Ascensão do Senhor na aldeia de Bobryk, região de Kyiv; Igreja de São Jorge na vila de Zavorychy, região de Kyiv. Foto © DESS.

 

Pelo menos 494 edifícios religiosos na Ucrânia foram destruídos, danificados ou saqueados como resultado da invasão russa, e alguns deles apreendidos para serem usados como bases militares russas, o que aumenta a escala de destruição. Os dados constam de um relatório do Instituto para a Liberdade Religiosa (ILR) da Ucrânia, citado esta quarta-feira, 22 de fevereiro, pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI).

A maioria das igrejas, mesquitas e sinagogas foram destruídas nas regiões ocupadas de Donetsk (pelo menos 120) e Luhansk (mais de 70). O nível de destruição também é elevado na região de Kyiv, com 70 edifícios religiosos visados, e nas regiões de Kherson e Kharkiv, com mais de 50 lugares sagrados destruídos em cada uma.

Apesar de as regiões orientais do país serem as mais afetadas, os locais religiosos danificados estão espalhados por toda a Ucrânia, assim como os casos documentados pelo Instituto para a Liberdade Religiosa de apreensão para uso como base militar russa ou para ocultar as posições de tiro das tropas russas.

O ILR Ucrânia registou ainda ataques direcionados a pessoas ligadas às diferentes Igrejas, nomeadamente membros do clero, mas também leigos, que “muitas vezes se tornaram alvos das autoridades de ocupação russas por causa da língua ucraniana, por pertencerem a uma denominação diferente ou por qualquer outra manifestação da identidade ucraniana”, refere o relatório.

O CMI cita também dados do Serviço Estatal da Ucrânia para Assuntos Étnicos e Liberdade de Consciência, de acordo com os quais pelo menos 307 locais religiosos no país foram destruídos durante os primeiros 11 meses de ataques da Rússia, incluindo igrejas, mesquitas, sinagogas, e edifícios educacionais e administrativos das comunidades religiosas da Ucrânia.

A maioria dos locais religiosos danificados durante a invasão russa são cristãos (297), cinco deles são muçulmanos e outros cinco são judeus. Dos locais religiosos cristãos que foram total ou parcialmente destruídos durante os ataques russos, 48% (142 locais) pertencem à Igreja Ortodoxa Ucraniana, que declarou a sua autonomia em relação ao Patriarcado de Moscovo em maio de 2022 [ver 7MARGENS].

Também a UNESCO verificou danos em 238 locais culturais na Ucrânia desde 24 de fevereiro de 2022, que incluem edifícios religiosos, museus, edifícios históricos e culturais, monumentos e bibliotecas.

 

A humildade do arcebispo

A humildade do arcebispo novidade

Chegou a estender a mão e a cumprimentar, olhos nos olhos, todos os presentes, um a um. É o líder da Igreja Anglicana, mas aqui apresentou-se com um ligeiro “Hi! I’m Justin” — “Olá, sou o Justin!” — deixando cair títulos e questões hierárquicas. [O texto de Margarida Rocha e Melo]

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Catarina Pazes: “Sem cuidados paliativos, não há futuro para o SNS”

Entrevista à presidente da Associação Portuguesa

Catarina Pazes: “Sem cuidados paliativos, não há futuro para o SNS” novidade

“Se não prepararmos melhor o nosso Serviço Nacional de Saúde do ponto de vista de cuidados paliativos, não há maneira de ter futuro no SNS”, pois estaremos a gastar “muitos recursos” sem “tratar bem os doentes”. Quem é o diz é Catarina Pazes, presidente da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP) que alerta ainda para a necessidade de formação de todos os profissionais de saúde nesta área e para a importância de haver mais cuidados de saúde pediátricos.

Agenda

Fale connosco

Autores

 

Pin It on Pinterest

Share This