
Maeve Louise Heaney a tocar, no exterior da Catedral de St. Stephen, em Brisbane, na Austrália. Foto retirada do Facebook da autora.
Vai por estes dias ser apresentado na Austrália um livro que convoca e aprofunda o poder da música no diálogo com a fé e a dúvida. A sua autora, a teóloga Maeve Heaney, da Fraternidade Missionária Verbum Dei e professora e investigadora da Universidade Católica Australiana (UCA), acredita que “a música pode ser a ferramenta definitiva onde as palavras falham em expressar a plenitude da verdade cristã”.
O livro intitula-se Suspended God: Music and a Theology of Doubt [Deus suspenso: Música e uma teologia da dúvida] e foi apresentado em Roma, na extensão que a UCA ali tem, pelo secretário do Dicastério para Cultura e Educação, Paul Tighe, em finais de setembro.
Nos seus 16 capítulos, Maeve Heaney trata “a história oculta da presença da música no pensamento cristão, incluindo a sua influência, frequentemente não reconhecida, em figuras-chave como von Balthasar, Barth e Bonhoeffer”. Seguem-se 11 capítulos que abordam outros tantos teólogos inovadores, e cada capítulo oferece “um ponto de entrada para o pensamento do teólogo”, sendo apresentado por meio de uma música original, que pode ser encontrada num site associado ao livro.
É convicção de Heaney, que “a boa teologia nasce de crentes convictos que estão dispostos a levar suas perguntas e dúvidas a sério”. O livro desta teóloga faz isso, trabalhando com palavras e música, já que “todos nós entendemos a vida com mais do que palavras.”
A autora entende que, para além dos motivos de interesse que o seu livro pode ter para teólogos e outros académicos, poderá interessar igualmente ministros e pastores, pelos caminhos de formação teológica que abre, e também para estudantes de teologia, pelo esforço feito de tornar o pensamento teologicamente “claro, acessível e criativo”. Contudo a autora teve especialmente presentes “pessoas com grandes dúvidas relacionadas com fé”, às quais o livro abre, a seu ver, “um espaço para encontrar Deus nelas e através delas.”










