Protestos a produzir efeitos

Polícia da moralidade encerrada no Irão

| 4 Dez 2022

Pessoas a caminhar no Irão. Foto © Ninara

A polícia da moralidade do Irão está há meses sem exercer a sua ação nas ruas. Foto © Ninara

 

A ausência de polícia de moralidade nas ruas de Teerão e de outras grandes cidades iranianas nos últimos meses alimentaram a especulação que foi confirmada na noite de sábado pelo Procurador-Geral do Irão, Mohammad Jafar Montazeri, de que esse corpo policial havia sido desmantelado por indicação da própria sede “onde foi estabelecida”.

Montazeri sublinhou que a polícia de moralidade “não tem nada a ver” com o poder judicial do país, mas que “continua a controlar as ações comportamentais a nível comunitário”. Embora funcionários iranianos, incluindo o Presidente Ebrahim Raisi, tenham rejeitado repetidamente os apelos à dissolução da polícia de moralidade, as declarações de Montazeri sugerem que a força optou por hibernar na sequência do incidente de Setembro, quando a jovem Mahsa Amini foi morta depois de detida por alegadamente não usar o véu em condições. Depois da morte de Amini têm-se sucedidos protestos generalizados manchados pela violência.

No início desta semana, Montazeri declarou que o Parlamento, a magistratura e um organismo cultural de topo estão a rever a questão do hijab (véu) obrigatório e que os resultados serão anunciados dentro de duas semanas. “Estamos a trabalhar rapidamente na questão do hijab e estamos a fazer o nosso melhor para desenvolver uma solução sensata para lidar com este fenómeno que fere o coração de todos”, disse Montazeri na sexta-feira, o que representa um grande avanço naquilo que tem sido a realidade do país, marcado nos últimos tempos por fortes protestos que, por causa desta questão, colocam em causa o próprio regime do país.

 

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Este fim de semana, em Roma

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Foi há pouco mais de cinco meses que, para surpresa de todos, o Papa anunciou a realização da I Jornada Mundial das Crianças. E talvez nem ele imaginasse que, neste curto espaço de tempo, tantos grupos e famílias conseguissem mobilizar-se para participar na iniciativa, que decorre já este fim de semana de 25 e 26 de maio, em Roma. Entre eles, estão alguns portugueses.

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“Penso que estamos a mudar o paradigma da Igreja”, disse esta sexta-feira, 24 de maio, o bispo José Ornelas, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), numa conversa com alguns jornalistas, em plena Praça de S. Pedro, no Vaticano, em comentário ao que tinha acabado de se passar no encontro com o Papa Francisco e às visitas que os bispos lusos fizeram a vários dicastérios da Cúria Romana, no final de uma semana de visita ad limina.

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Esta é a história-testemunho da jovem Lily Greenberg Call, uma judia americana que exercia funções na Administração Biden que se tornou há escassos dias a primeira figura de nomeação política a demitir-se de funções, em aberta discordância com a política do governo norte-americano relativamente a Gaza. Em declarações à comunicação social, conta como foi o seu processo interior e sublinha como os valores do judaísmo, em que cresceu, foram vitais para a decisão que tomou.

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