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Mais de 10 mortos

Populações “apavoradas” em fuga depois de novos ataques terroristas em Cabo Delgado

| 23/02/2022

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Como consequência direta da violência terrorista, há neste momento cerca de 800 mil deslocados internos em Moçambique. Foto © Médecins Sans Frontiéres.

 

Inúmeras casas queimadas, mais de uma dezena de mortos e populações em fuga “apavoradas” são o resultado dos ataques terroristas que ocorreram nos últimos dias em oito aldeias da província de Cabo Delgado (Moçambique), noticiou esta quarta-feira, 23 de fevereiro, a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).

Em declarações citada por aquela organização, um missionário católico a viver na região revelou que os ataques começaram no fim de semana e ter-se-ão prolongado até esta terça-feira, atingindo aldeias grandes e bastante povoadas.

A mesma fonte referiu haver combates entre terroristas e forças militares presentes na zona de Nangade, próxima da fronteira com a Tanzânia. É precisamente na vila de Nangade que as populações que fugiram têm procurado abrigo.

Segundo informações divulgadas pelas Forças de Defesa de Moçambique, as forças militares moçambicanas estão a desenvolver diversas operações em toda a província de Cabo Delgado com o apoio de unidades do exército do Ruanda e de países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral.

Nessas operações, terão sido abatidos sete terroristas e desmantelados 16 esconderijos que estes possuíam no mato, assim como uma base de comunicações. Estas operações militares decorreram também nos últimos dias no distrito de Palma, situado igualmente na região fronteiriça com a Tanzânia.

No final de janeiro, havia sido registado um “novo pico de ataques e violência” na província moçambicana de Cabo Delgado, como noticiado pelo 7MARGENS, o qual provocou a fuga de pelo menos 14 mil pessoas. De acordo com a AIS, desde que os ataques armados tiveram início, em outubro de 2017, já morreram mais de três mil pessoas. Como consequência direta da violência terrorista, há cerca de 800 mil deslocados internos.

 

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