AGENDA

SOBRE NÓS

ASSINAR

APOIAR

O trabalho da MSF permitiu vacinar 242.500 crianças em 2024 na RCA. Foto MSF
O trabalho da MSF permitiu vacinar 242.500 crianças em 2024 na República Centro-Africana. Foto © MSF

República Centro-Africana

Por trilhos estreitos e florestas densas para reduzir a mortalidade infantil

| 26/12/2025

As equipas da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) que estão ao serviço na República Centro-Africana (RCA) recorrem a motas e canoas e enfrentam trilhos estreitos, rios e florestas densas, para chegar a aldeias isoladas. O objetivo é vacinar crianças contra doenças facilmente controláveis através da imunização, como o sarampo, poliomielite, difteria, tétano e malária.

Em comunicado, a MSF explica que os esforços de vacinação “decorrem num contexto nacional particularmente tenso”, onde o acesso a cuidados de saúde preventivos é limitado para “muitas comunidades”, por causa da “insegurança crónica, fracas infraestruturas de saúde, escassez de profissionais médicos qualificados e isolamento geográfico”.

A organização afirma que este cenário se “agravou após a suspensão do financiamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional”, a USAID, decretada pelo presidente Trump, no início deste ano. Tal aconteceu ao mesmo tempo que “vários doadores internacionais reduziram os compromissos para com a RCA, o que afetou diretamente a capacidade do sistema de responder às necessidades básicas da população”.

Em Batangafo (cerca de 400 quilómetros a norte de Bangui, a capital), a MSF realiza “regularmente atividades de vacinação” para “proteger as crianças que vivem nas zonas mais remotas, frequentemente excluídas das campanhas nacionais”. Neste ponto do país, as campanhas promovidas pela organização humanitária “são vitais não apenas para proteger as crianças, mas também para limitar surtos de sarampo, poliomielite e difteria, que estão a reaparecer de forma preocupante”.

Segundo a MSF, as taxas de cobertura vacinal na República Centro-Africana “estão entre as mais baixas da África Central”. Dados da Organização Mundial da Saúde mostram que no ano passado “apenas 16 por cento das crianças tinham o esquema de vacinação completo, enquanto 34 por cento nunca tinham recebido qualquer vacina”. O trabalho da MSF – desenvolvido em colaboração com o Ministério da Saúde do país – permitiu vacinar 242.500 crianças em 2024, o que “contribuiu significativamente para prevenir doenças infantis e reduzir a mortalidade infantil” na RCA.

 

Texto redigido por Juliana Batista/revista Fátima Missionária, ao abrigo da parceria com o 7MARGENS.

 

Últimas Notícias

Últimas Notícias

Jesus salva-nos de nós mesmos

[Entre Margens]

Jesus salva-nos de nós mesmos novidade

Uma das mais profundas obras de salvação realizadas por Jesus consiste em libertar-nos não apenas do pecado e da morte, mas também das falsas imagens que construímos acerca de Deus. Muitas vezes, consciente ou inconscientemente, projectamos sobre Deus os nossos medos, inseguranças e formas humanas de exercer o poder. [Texto de Vítor Rafael].

Último desejo de Francisco: os bolinhos da amiga Jacoba

Ano jubilar-800 anos da morte (8)

Último desejo de Francisco: os bolinhos da amiga Jacoba novidade

O Papa Leão XIV proclamou, desde 10 de janeiro e até final deste ano, um ano jubilar assinalando os 800 anos da morte de Francisco de Assis, ocorrida em 3 de outubro de 1226 – a festa litúrgica é assinalada dia 4. Com esse pretexto, o 7MARGENS publica, até final do ano, nos dias 3 ou 4 de cada mês, uma série de dez textos da autoria de frei Isidro Lamelas, da Ordem dos Frades Menores, professor de Teologia. Este é o oitavo texto da série.

7MARGENS é um jornal digital
de Religiões, Espiritualidades e Culturas

Propriedade de Associação Porta 18 [ACSFL]
R. da Páscoa, 12 – R/C Dtº – 1250-179 Lisboa | NIPC: 514 876 905
Redação Lisboa: Largo da Luz, 11, 1600-764 LISBOA
IBAN: PT50 0035 0675 0004 6941 7308 1 (CGD)

O 7MARGENS aceita e incentiva a colaboração escrita, em vídeo ou audio dos seus leitores.
Reserva-se o direito de os difundir ou não e aconselha que os textos não excedam os 4.000 caracteres.

Pin It on Pinterest

Share This