
Acção sindical pelo direito a horários compatíveis com a vida familiar, em Lisboa (Dezembro de 2019): a sobrecarga de uns contrasta com a precariedade e a subutilização de outros. Foto © CESP
Há pelo menos 712.500 trabalhadores com contratos precários em Portugal, de acordo com dados do INE (Instituto Nacional de Estatística). Mas além destas devem contar-se outras 748.800 que, em Janeiro, estavam consideradas “subutilizadas” – ou seja, pessoas em situação de desemprego, de subemprego ou de inactividade (que eram 669.600 em 2020, mas tinham chegado às 836.300 pessoas em Julho de 2020).
É todo este panorama que será o tema do último debate do ciclo Nova Ágora, da diocese de Braga, que decorre nesta sexta-feira, 19 de Março, a partir das 21h, e que pode ser acompanhado através dos canais YouTube e Facebook da diocese. Com o título “Precariado: Novas explorações laborais”, o debate conta com a participação da ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho.
Este é o terceiro e último encontro de uma série onde já foram debatidos os temas da emergência climática e conversão, e da genética, sempre com a participação de crentes e não-crentes.
No encontro desta sexta participam ainda o investigador Paulo Marques e o antropólogo social Paulo Granjo, com moderação da jornalista Graça Franco.
No Igreja Viva, suplemento do Diário do Minho, destacam-se vários números sobre Portugal, que dão contexto ao debate: por exemplo, o da percentagem de trabalhadores por conta de outrem com percentagem do salário mínimo que subiu de 7,4% em 2008, para 22,1% dez anos depois. (mais dados podem ser consultados na edição digital, procurando o botão “imprimir”, em baixo).
A participação no debate inclui a possibilidade de fazer perguntas aos intervenientes.









