Precisamos de nos ouvir (31) – Cláudia Dominguez: Tempestade nossa de cada dia

| 13 Mar 21

Alcochete

“Não sabemos onde ancorar o nosso barco…” Foto © Miguel Veiga.

 

A inquietante incerteza tornou-se uma grande companheira dos últimos doze meses. Apareceu sem prenúncio e, em poucos dias, contaminou a minha mente e levou pelos ares os planos de uma doutoranda brasileira recém-chegada à cidade de Braga, em Portugal. Não foi a primeira vez e pode não ser a última. Tempestades são manifestações da (nossa) natureza.

Em maior ou menor escala todos já vivemos alguma intempérie neste percurso chamado vida. Experiências mais ou menos dolorosas, pouco ou muito angustiantes e que, provavelmente, deixaram algumas cicatrizes. E o que fazer nos momentos de tempestade? Onde ancorar nosso barco? E com quem? Reflexões que deveriam nortear muitas das nossas conversas em família…

Um ano se foi e com ele a estabilidade de outrora deu lugar a um quotidiano desconfortável e, por vezes, insosso. Sabemos: o tempo é um poderoso remédio. E a paciência também. Um novo estado de equilíbrio ainda vai demorar a chegar. E até lá temos muito que fazer.

Precisamos de nos ouvir. Precisamos escutar o bom e velho silêncio para que a esperança renasça e a força nos acompanhe ao longo da jornada. Esta oportunidade está ao alcance de todos. Lembremo-nos que a lei da natureza é inexorável. A bonança há de chegar.

 

Cláudia Dominguez é doutoranda em Ciências da Comunicação na Universidade do Minho.

 

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