Precisamos de nos ouvir (3) – Lara Wemans: Natureza, emprego e crianças

| 13 Fev 2021

Porto, Natureza, Jardim, Parque, Cidade

“Será que podíamos procurar organizar-nos para tirar mais partido dos espaços verdes?” Foto © Catarina Soares Barbosa

 

Neste segundo confinamento, já com algum distanciamento de março 2020 e a reviver novamente esta estranha rotina, surgem-me duas pequenas partilhas que partem da minha experiência individual, necessariamente enviesada.

Neste último ano reencontrei o contacto com a natureza, que mais decisivamente se revelou como tendo um efeito calmante em alturas de maior stress. Outros me têm também falado desta sensação. No pós-pandemia, será que podíamos procurar organizar-nos para tirar mais partido dos espaços verdes? Será que isso nos poderia ajudar a cuidar melhor da nossa saúde mental, tão depauperada neste último ano, e a fomentar a recuperação da comunidade e promover o encontro? Não sei bem o que poderia ser feito em concreto. Uma primeira ideia seria tornar esse contacto regular parte integrante dos currículos escolares desde a infância para que se ganhe muito cedo o gosto de estar à vontade na natureza.

Crianças, Jogos, Brincar, Casa, Família

Vila do Conde, Agosto 2020-Crianças em casa durante a pandemia-Foto © Catarina Soares Barbosa

Parece-me que entrámos num fingimento coletivo de que os pais podem estar em teletrabalho a tempo inteiro e a cuidar de filhos pequenos fechados em casa e privados das suas rotinas. As opções de recorrer a ajuda de familiares, que quando disponíveis pertencem muitas vezes a grupos de risco, ou sentir-se duplamente em falta, quer com as crianças, quer com o emprego, geram múltiplos problemas.

Entendo que o Estado concentre recursos para apoiar os trabalhadores que não podem realizar teletrabalho e que têm sido os mais penalizados por esta crise, mas não haverá algo que as empresas possam fazer? Será que, pelo menos as empresas de maior dimensão e com maior folga, não poderiam/deveriam ter disponibilizado esquemas de redução de horário de trabalho subsidiados para os trabalhadores com filhos pequenos? Talvez algumas empresas o tenham feito e pudéssemos todos beneficiar da divulgação e discussão pública destas experiências.

Acredito que uma medida deste género poderia ter um impacto significativo quer no bem-estar das crianças quer na produtividade.

Oxford, Bebé, Crianças

Foto © Catarina Soares Barbosa

 

Lisboa, 10 de fevereiro 2021

Lara Wemans é economista

 

Silêncio: a luz adentra no corpo

Pré-publicação 7M

Silêncio: a luz adentra no corpo novidade

A linguagem não é só palavra, é também gesto, silêncio, ritmo, movimento. Uma maior atenção a estas realidades manifesta uma maior consciência na resposta e, na liturgia, uma qualidade na participação: positiva, plena, ativa e piedosa. Esta é uma das ideias do livro Mistagogia Poética do Silêncio na Liturgia, de Rafael Gonçalves. Pré-publicação do prefácio.

pode o desejo

pode o desejo novidade

Breve comentário do p. António Pedro Monteiro aos textos bíblicos lidos em comunidade, no Domingo I do Advento A. Hospital de Santa Marta, Lisboa, 26 de Novembro de 2022.

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Breves

 

Bahrein

Descoberto mosteiro cristão sob as ruínas de uma mesquita

Há quem diga que este é o “primeiro fruto milagroso” da viagem apostólica que o Papa Francisco fez ao Bahrein, no início de novembro. Na verdade, resulta de três anos de trabalho de uma equipa de arqueólogos locais e britânicos, que acaba de descobrir, sob as ruínas de uma antiga mesquita, partes de um ainda mais antigo mosteiro cristão.

Manhã desta quinta-feira, 24

“As piores formas de trabalho infantil” em conferência

Uma conferência sobre “As piores formas de trabalho infantil” decorre na manhã desta quinta-feira, 24 de Novembro (entre as 9h30-13h), no auditório da Polícia Judiciária (Rua Gomes Freire 174, na zona das Picoas, em Lisboa), podendo assistir-se também por videoconferência. Iniciativa da Confederação Nacional de Ação Sobre o Trabalho Infantil (CNASTI), em parceria com o Instituto de Apoio à Criança (IAC), a conferência pretende “ter uma noção do que acontece não só em Portugal, mas também no mundo acerca deste tipo de exploração de crianças”.

Porque não somos insignificantes neste universo infinito

Porque não somos insignificantes neste universo infinito novidade

Muitas pessoas, entre as quais renomados cientistas, assumem frequentemente que o ser humano é um ser bastante insignificante, senão mesmo desprezível, no contexto da infinitude do universo. Baseiam-se sobretudo na nossa extrema pequenez relativa, considerando que o nosso pequeno planeta não passa de um “ponto azul” situado num vasto sistema solar.

Mais do que A Voz da Fátima

Pré-publicação

Mais do que A Voz da Fátima

Que fosse pedido a um incréu um texto de prefácio para um livro sobre A Voz da Fátima, criou-me alguma perplexidade e, ao mesmo tempo, uma vontade imediata de aceitar. Ainda bem, porque o livro tem imenso mérito do ponto de vista histórico, com o conjunto de estudos que contém sobre o jornal centenário, mas também sobre o impacto na sociedade portuguesa e na Igreja, das aparições e da constituição de Fátima e do seu Santuário como o centro religioso mais importante de Portugal. Dizer isto basta para se perceber que não é possível entender, no sentido weberiano, Portugal sem Fátima e, consequentemente, sem o seu jornal.

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