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Presença operante da Igreja Católica no mundo do trabalho

| 29/04/2025

 

Nota introdutória

Já houve tempos em que a Igreja Católica se importava com o mundo do trabalho, em que a Igreja se queria comprometida com os trabalhadores. A realização do Colóquio Europeu sobre Pastoral Operária, em Roma, em 1972, dá-nos conta desse compromisso. Em vez de pretender reconquistar aquele universo, a Igreja quis realizar uma aprendizagem e percorrer exigentes vias de diálogo.

O Colóquio Europeu sobre Pastoral Operária é indissociável de um contexto de crise. Havia todo um contexto de retração da Ação Católica e de alguma relutância por parte de setores da hierarquia da Igreja sobre as experiências de movimento social e acerca do modelo apostólico de movimento. Existiam processos de questionamento sobre a necessidade de refazer a Ação Católica nos meios operários. Emergiam outras formas da inserção cristã no mundo operário e eram favorecidos outros modelos de estruturação de Igreja e do seu trabalho apostólico. Num quadro complexo e de diversificação de objetivos nas ações e metas, e de antagonismos entre movimentos católicos, a Pastoral Operária correspondeu a um discernir de caminhos alternativos e ao desenhar de uma nova perspetiva para estabelecer relações com a “diáspora”. A Pastoral Operária procurava dar continuidade a um ensaio de muitas décadas na resposta às exigências de uma cultura estranha à Igreja, o mundo dos trabalhadores.

 

Colóquio Europeu de Pastoral Operária

Leão XIII publicou a Rerum Novarum em 15 de Maio de 1891, décimo quarto ano do seu Pontificado. Foto: Direitos reservados.

 

Nos esforços de concretização da missão pastoral no mundo operário, a Igreja Católica expressou preocupações e definiu princípios, propósitos e normas de ação. Estão inventariadas as iniciativas mais significativas e apreciados com rigor científico os percursos e desempenhos nas dinâmicas sociais e eclesiais, desde logo, em Portugal, sobre o catolicismo social, sobre o acolhimento da Encíclica Rerum Novarum e da doutrina social da Igreja, sobre a história da Ação Católica Portuguesa e, em particular, sobre os movimentos especializados para o mundo operário, sobre as Semanas Sociais e o problema do trabalho, sobre o sindicalismo católico, sobre os padres operários em Portugal.

Aqui veremos como a reflexão e os caminhos percorridos na procura duma pastoral viva e inserida em meio operário tiveram desenvolvimentos em Portugal e articulações num certo número de países da Europa Ocidental no início da década de 1970, cujas etapas marcarão, de modo diferenciado as relações do mundo operário com a Igreja Católica, e a vida da Igreja no mundo operário.

A nova etapa dos projetos de inserção cristã no mundo operário ou de uma nova estratégia de atuação, no que concerne a uma dinâmica nos domínios da designada “pastoral no mundo do trabalho nos vários países da Europa Ocidental” terá o seu apogeu com a realização em Roma, de 9 a 12 de outubro de 1972, do Colóquio Europeu, no qual participaram representantes de 11 países, e ainda observadores da Igreja Evangélica da Alemanha e da Conferência das Igrejas Europeias [1].

Na Europa, os primeiros ensaios para a estruturação de uma “pastoral operária” iniciaram-se em 1961, em Tournai, em França. Em Portugal, concretizaram-se as primeiras realizações de “Semana Nacional de Pastoral Operária”, num processo que culminará, em 1967, com a constituição da 1ª Comissão Nacional da Pastoral Operária.

Estava lançada, à escala europeia, uma dinâmica para que se processasse o reconhecimento da cultura operária enraizada na vida e história operárias. Ganhava impulso uma reflexão teológica capaz de, na diversidade dos países, perspetivar e coordenar «uma ação mais coletiva e mais orgânica de toda a Igreja» no mundo operário.

Jardim Gonçalves

Padre Jardim Gonçalves (26 Janeiro 1932 – Lisboa 22 Dezembro 2024) : criou em Lisboa o Centro de Cultura Operária Católica. Em 1967, foi eleito assistente europeu do Movimento Mundial dos Trabalhadores Cristãos (MMTC) e, no ano seguinte, nomeado pela Santa Sé como assistente geral do mesmo movimento.  Foto © Agência Ecclesia/LFS

 

Aquele que virá a constituir um acontecimento histórico para a estruturação da Pastoral Operária, o Colóquio realizado em Roma, em outubro de 1972, congregou responsáveis nacionais pela Pastoral Operária designados pelos Secretariados das Conferências Episcopais dos respetivos países, em dois momentos, em Paris, em setembro de 1969 e em Friburgo, em março de 1970, tendo por objetivo reunir reflexão sobre questões levantadas pela situação do mundo operário e do movimento operário. Nas duas sessões daquele Colóquio, por Portugal, participou o Pe. Agostinho Jardim Gonçalves. Do Colóquio resultou um documento com um apelo aos bispos europeus para que fosse reconhecida a especificidade  do mundo operário e uma proposta de uma ação coerente por parte da Igreja em relação ao mundo do trabalho, no âmbito da “pastoral do meio operário”. Ainda relativamente a este documento, foi por unanimidade decidido que os participantes garantiriam a sua apresentação aos seus bispos.

Para além da intenção de envolver e responsabilizar o episcopado, o mesmo documento viria a influenciar, em anos seguintes, os caminhos seguidos na definição do que, mais tarde, ainda em 1972, o Papa Paulo VI, no encerramento do Colóquio Europeu de Pastoral Operária, realizado em Roma, definirá como a tarefa da “presença operante da Igreja no mundo do trabalho” [2].

O Colóquio de 1972 fora precedido de uma reunião preparatória, nos dias 25 a 27 de março de 1971, em Roma, com os participantes no anterior Colóquio Europeu de Pastoral Operária. Na ocasião, foi lançado um inquérito extensivo, ao clero e a vários teólogos, de toda a Europa, colocando questões pastorais, teológicas e ético-morais enquadradas por uma perspetiva operária. Além disso,  em junho de 1971, realiza-se um encontro com Mons. Etchegaray, bispo de Marselha e, à época, presidente do Conselho Diretivo de Delegados das Conferências Episcopais da Europa.

Em Portugal realizara-se, nos dias 5 e 6 de junho de 1971 o Encontro Nacional de Pastoral Operária. Se bem que se tenha tratado de um encontro em torno da realidade operária portuguesa e da pastoral que lhe deveria corresponder, não deixou de constituir uma etapa intermédia na preparação do Colóquio agendado para 1972, em Roma. Estavam já, então, em consideração as abordagens teóricas sobre o enquadramento, à escala supranacional, da responsabilidade na ação operária, que viria a ser uma questão de natureza estratégica no Colóquio Europeu que se avizinhava.

Paulo VI ONU 1965

Paulo VI na ONU em 1965, numa altura em que o Concílio Vaticano II se aproximava do final. Foto: Direitos reservados.

Sobre o “grande dever”, a “grande necessidade”, a “urgência evangélica” de uma resposta audaciosa da Igreja Católica ao mundo operário “que está longínquo”, o Papa Paulo VI proferiu um discurso dirigido aos Padres encarregados da Pastoral Operária, em Itália, no dia 4 de dezembro de 1971 [3]. Precedendo o Colóquio que já estava calendarizado para os meses seguintes, a interpretação à fenomenologia do mundo do trabalho, nas várias formas com que se exprimia e construía a trama da sociedade e um novo sentido conferido à missão em meio operário, expresso na sistematização de cada ponto do “decálogo” oferecido por Paulo VI, dão conta da importância e do alcance do coordenado e cuidado trabalho que estava em andamento.

Mas, efetivamente, foi a partir do Colóquio em Paris e Friburgo, em 1969/1970, que foram lançadas as bases, uma metodologia de reflexão-intervenção, os princípios e propósitos de ação para a Pastoral Operária, cujas linhas de força farão caminho até ao marcante acontecimento, em Roma, no ano de 1972, naquele Colóquio que será ponto de chegada e de projeção para uma nova perspetiva que conhecerá uma dimensão de exigência de compromisso à escala global para toda a Igreja Católica.

Foi adotada uma metodologia de análise que refletiu práticas de movimentos da Ação Católica, sem que tenha havido essa explicitação, em que o método do “ver-julgar-agir” se efetivou na leitura da situação do mundo operário, na interpretação das relações do mundo operário com a Igreja e no perspetivar da intervenção da Igreja no mundo operário.

O primeiro vetor estruturante que teve materialização no documento final do Colóquio foi o da consagração de uma chave de leitura do mundo operário. Partindo da constatação de que aquele vasto universo, nos «seus sofrimentos, alegrias e aspirações» [4], permanecia estranho à Igreja no seu conjunto e especialmente à sua hierarquia, foi adotada como grelha hermenêutica para ler o mundo operário o perscrutar das formas de “aviltamento do homem”.

Num profundo e intenso processo de mutação da sociedade, apesar dos prenúncios sociológicos sobre o tendencial desaparecimento da “classe operária”, o aviltamento do humano no mundo do trabalho foi então identificado, mesmo que tomando formas novas ou mais perniciosas que outrora, e não obstante o mito do progresso, foram classificadas “zonas de desesperança” na situação real do mundo operário: o acentuar das diferenças no interior do operariado, a diferenciação entre categorias profissionais, do nível de vida e das  condições de trabalho; o considerável número de trabalhadores com baixos salários; a dureza do trabalho; o desemprego; a subsistência de um subdesenvolvimento humano; e as incidências do problema do emprego nos trabalhadores emigrantes e no trabalho das mulheres [5].

Em contrapartida, apesar das diferentes realidades particulares de cada um dos países, o movimento operário desenvolvia reivindicações, sobretudo, em benefício dos mais desafortunados, que o documento final daquele Colóquio registou como “um apelo ao respeito pelo homem”, que não deveria deixar de implicar um discernimento da Igreja Católica e uma abertura a tais demandas, porque reveladoras de uma exigência “portadora para a Salvação do homem” [6].

A “Testemunho” passou a ter uma nova imagem de capa a partir de 1971.

Como se de sinais dos tempos se tratasse, como “um novo sopro de esperança”, mesmo com as identificadas dificuldades de agir, apesar da presença de mecanismos “travão à ação operária”, apesar dos “obstáculos à ação organizada das organizações operárias” e das divisões entre os sindicatos e da insuficiente consciência de solidariedade operária, assistia-se, segundo aquele documento, a um crescente progresso da consciência operária, a uma acentuada reivindicação de um melhor bem-estar material, de mais justiça, de respeito pela dignidade do homem. E, em vários países, fora registada, em numerosos militantes operários, a abertura à dimensão política [7].

Em 1969/1970, com o Colóquio de Paris e Friburgo, foi lançada uma segunda chave de leitura (grelha hermenêutica para ler o mundo operário o perscrutar das formas de “aviltamento do homem”)  para interpretar o mundo operário e a relação com a Igreja Católica, para uma aprofundada reflexão que se efetivou dois anos depois no Colóquio de Pastoral Operária de Roma. No Colóquio de 1972 ficou consagrada uma perspetiva hermenêutica assente na verbalização de um antagonismo material entre o que era a Igreja Católica e o mundo operário. Ficou então explicitada uma linha interpretativa que estabelecia um nexo causal e explicativo, “o difícil problema cultural”.

Como etapa da reflexão, assim ficou enformada a análise no Colóquio de Roma, em 1972:

«Partimos duma convicção: o mundo operário como tal nunca foi evangelizado na sua realidade sociocultural. Constituiu-se como “mundo”, nas suas estruturas sociais, políticas, culturais, fora de toda a influência da Igreja e, por vezes, em oposição com ela» [8].

Estavam colocados os fundamentos daquela exegese da história, o problema cultural. Havia para a Igreja Católica “um outro mundo” cuja linguagem não era entendida. Havia uma “ordem estabelecida” que revelava medo e temor desse outro mundo. E esse medo impedia «de ver ou pelo menos de prestar atenção suficiente à situação real do mundo operário» [9]. Esse temor de perturbação que poderia advir desse mundo impedia a Igreja Católica de ouvi-lo, impedia de vê-lo e, muita mais ainda, de ir às raízes e de descobrir respostas a dar…

De acordo com os participantes naquele Colóquio Europeu, a questão radicava num problema cultural:

«É preciso, em particular, sublinhar o difícil problema cultural que se põe à Igreja relativamente ao mundo trabalhador. Pode dizer-se sem exagero que duma maneira geral a vida da Igreja, a sua catequese, a sua liturgia, as suas múltiplas atividades, são organizadas em função dum dado cultural (mundo rural do passado, classe médias, burguesia) que é estranho ao mundo operário» [10].

Não obstante haver em gérmen no mundo operário um princípio de expressão de vida da Igreja, estava por nascer, estava por desenvolver uma «autêntica expressão de Igreja que respeite os trabalhadores e o seu Movimento em tudo o que eles são e na sua cultura própria» [11].

Embora tenham sido identificadas formas de organização que sinalizavam uma vida cristã no mundo operário, de que eram exemplos a LOC/JOC, e outras formas de militância plenamente comprometida nas lutas operárias, como nalguns dos países o eram os Padres Operários ou, então, experiências de solidariedade no seio do mundo operário que deram lugar à fundação de Congregações ou Institutos, “o conjunto da Igreja permanecia estranha ao mundo operário”.

No Colóquio de Roma, Mons. Maziers, Arcebispo de Bordéus, em nome dos Bispos presentes, dirá que «estava por fundar a Igreja no mundo operário» [12].

A última nota é relativa à relevância das dinâmicas que confluíram no Colóquio de Paris/Friburgo, de 1969/1970, e que irão desaguar no encontro de Roma sobre Pastoral Operária, em 1972. É o eixo estratégico do “agir”, um vetor de ordem projetiva: uma consciência da urgência da “missão operária”. Ou seja, estava em levedação a definição das linhas principais de um novo projeto, no que era classificado como “pastoral especializada” ou “pastoral adaptada”, segundo o qual se poderia «exercer a responsabilidade apostólica da Igreja quanto ao mundo operário na Europa» [13].

O Colóquio de Roma comportou duas vertentes: desde logo, a reafirmação de uma exegese do mundo operário e o culminar de uma afirmação, que esteve a ser construída, sobre a necessária aprendizagem por parte da Igreja Católica da cultura operária; e a outra vertente das novidades com uma ressonância orientadora para o futuro da Pastoral Operária.

Da vertente da reafirmação de preocupações e princípios, propósitos e linhas de ação, numa nova linguagem, à afirmação de que o mundo operário tinha uma “história e cultura originais”, correspondeu um redizer da necessidade de escutar, conhecer e acolher o mundo operário. Aprender a vida operária pressupunha uma práxis do diálogo. Como reconheceram os participantes no Colóquio de Roma, «conhecemos muito mal este mundo. O diálogo com o mundo operário é a primeira etapa da evangelização» [14].

Correlativamente àquela leitura da história foi reafirmada a opção preferencial da Igreja pelo designado “apostolado de meio”. Nessa perspetiva, no final daquele Colóquio da Pastoral Operária, disse o Papa Paulo VI: «nada substituirá o apostolado de meio pelo próprio meio»[15], ou seja, que, na missão da Igreja no mundo trabalhador, os católicos operários teriam a primazia num protagonismo insubstituível.

No que o Colóquio de Roma encerrou de novidades, enquanto tomadas de posição inovadoras para o desenvolvimento da ideia de Pastoral Operária, é de destacar a explicitação do conceito de “missão operária”. A par das perspetivações sobre a missão operária e da componente de projeto para que a Igreja Católica nascesse no mundo trabalhador, naquele encontro de Roma ficou dito como se tornava premente “uma formação pastoral especializada” para o mundo operário [16].

Ao reconhecimento do dever da “globalidade eclesial” de agir em meio operário, correlativamente, ficou consagrada a indispensabilidade de uma outra gramática, capaz de possibilitar ao mundo do trabalho exprimir-se com a sua cultura própria, com expressões próprias, sem subjugação a fórmulas e a expressões importadas de outras culturas e camadas sociais. Ao assumir assim a Igreja as exigências da inculturação da fé, à Pastoral Operária caberia uma função particular: o seu papel seria o de coordenar as diferentes forças apostólicas com vista a uma ação mais coletiva, mais orgânica de toda a Igreja no setor, para a evangelização prioritária e metódica do mundo operário. [17]

 

Nota final

Todas as vertentes que envolveram a realização do Colóquio Europeu sobre Pastoral Operária, e as suas consequências em Portugal, apontam para um tempo em que a Igreja Católica manifestou interesse pelo mundo do trabalho e desenhou compromissos relativos a uma presença operante naquele meio.

Em Portugal foi estruturado, sob o signo e a designação de Pastoral Operária, com militantes que se enraizavam a fundo na vida operária, um novo projeto da Igreja Católica dirigido aos trabalhadores, conjugando os diferentes sectores do catolicismo agindo em meio operário. Foi um projeto pioneiro da Igreja Católica com repercussões para a sociedade portuguesa, que prosseguiu para além de 1974.

A história da Pastoral Operária correspondeu a um significativo processo de inculturação e de insertação de militância ativa católica no meio operário, de afirmação da dignidade do trabalho humano e dos direitos dos trabalhadores na construção da sociedade, e permite compreender como a Igreja Católica em Portugal na década de 1960, e até 1974, protagonizou uma interpretação dos desafios da evangelização em meio operário, com os trabalhadores, em avançada sintonia com os processos mais inovadores que estavam a ser ensaiados na Europa Ocidental.

A Igreja Católica apostou na formação e destaque de católicos com perfil humano e social e com competências reconhecidamente afirmadas, como não voltou a ter para a pastoral de meio “no mundo operário”.

 

[1] Cf. Testemunho. Revista de Pastoral Operária 22 (1973) 3.
[2] Cf. PAULO VI – Colóquio Europeu de Pastoral Operária. In L’Osservatore Romano, outubro, 1972.
[3] Cf. PAULO VI – Decálogo para a Pastoral no mundo operário. In Testemunho. 16-17-18 (1972) 47 – 52.
[4] Cf. Testemunho. 6 (1970) 26.
[5] Cf. Testemunho. 6 (1970) 23 – 24.
[6] Cf. Testemunho. 6 (1970) 25.
[7] Cf. Idem.
[8] Testemunho. 22 (1973) 21.

[9] Testemunho. 6 (1970) 26.
[10] Testemunho. 6 (1970) 26.
[11] Testemunho. 6 (1970) 28.
[12] Testemunho. 22 (1973) 16.
[13] Testemunho. 6 (1970) 29.
[14] Testemunho. 22 (1973) 16.
[15] PAULO VI – Colóquio Europeu de Pastoral Operária. In L’Osservatore Romano, outubro 1972.
[16] Embora os esforços para propiciar formação específica para trabalho pastoral em meio operário tenham tido as primeiras experiências a partir de 1965, em França, a chamada “responsabilidade na ação operária”, em particular, na formação para formas de presença da Igreja Católica no mundo operário ganhou no Colóquio de Roma um estatuto institucionalmente reforçado.
[17] Cf. Testemunho. 22 (1973) 21.

 

Edgar Silva é doutorado em História, com a tese “Vendaval de utopias”. Do catolicismo social ao compromisso político em Portugal (1965-1976). Os católicos da Revolução e o PCP. É coordenador do Partido Comunista Português na Madeira.

 

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