
O Presidente da República, com responsáveis políticos e da JMJ, em visita ao Parque Tejo, em Agosto. Foto reproduzida da página no Twitter do GMAAP
Num primeiro momento, o Presidente da República admitiu que queria mais explicações sobre 4,2 milhões de euros que custará a estrutura onde será colocado o altar para a missa final que o Papa presidirá na Jornada Mundial da Juventude, em 6 de Agosto, em Lisboa. Na noite desta terça-feira, 24 de Janeiro, e depois das explicações dadas pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Marcelo Rebelo de Sousa aceitou o argumento de que a estrutura se destinava a ser duradoura.
O jornal digital Observador noticiara que a SRU – Sociedade de Reabilitação Urbana (empresa municipal de Lisboa responsável pelas obras no Parque Tejo para acolher a JMJ 2023) adjudicara à Mota-Engil a construção da estrutura do altar, com cinco mil metros quadrados, por um total de 4.240.000 euros, a que acresce ainda o IVA.
“O que nós queremos é que esse palco, essa infraestrutura, fique para o futuro e [que] muitas dessas infraestruturas fiquem para o futuro”, afirmou o presidente da CML, Carlos Moedas, justificando o valor a pagar. “A minha preocupação – eu sabia que ia ser muito caro, que era um investimento muito grande para a cidade – é fazê-lo da melhor maneira.”
“Mas não tínhamos muito tempo: isto vai acontecer em Agosto; nós tínhamos que arrancar rapidamente a obra e tínhamos que a fazer”, acrescentou o presidente da CML, em declarações aos jornalistas. “Nós não podemos, como cidade, como país, não acolher o Papa, respeitando aquilo que é a regra de um evento que nunca se fez em Portugal.”
Isso mesmo foi reafirmado pela CML num esclarecimento enviado ao Observador ao final da tarde: “O Palco do Parque Tejo, onde estará instalado o altar, vai ter capacidade para acolher num mesmo momento até 2.500 pessoas que farão parte dos eventos que vão acontecer a 5 e 6 de Agosto no Parque Tejo.” De acordo com a mesma nota, entre a “orquestra, coros, e concelebrantes, este palco multiusos vai ser elevado a nove metros do chão, com uma cobertura metálica que permite que o altar seja visto o mais longe possível, já que são esperados cerca de um milhão e meio de participantes nos quase 100 hectares de terreno do Parque entre Lisboa e Loures”. Além do encontro com o Papa, naqueles dois dias, vários concertos e representações acontecerão no palco.
Na manhã desta quarta-feira, o vice-presidente da CML, Filipe Anacoreta Correia, estará no Parque Tejo para fazer uma conferência de imprensa de apresentação do plano e investimento da câmara para a Jornada Mundial da Juventude.
Há neste momento mais de 400 mil inscritos para a Jornada.









