
Manifestações contra o presidente do Sri Lanka levaram à sua demissão. Foto © Antano | Wikimedia Commons
O Presidente do Sri Lanka, Gotabaya Rajapaksa, anunciou que se demitiria no próximo dia 13 de julho depois da sua residência oficial ter sido invadida a 9 de julho por uma multidão protestando contra a crise económica e social e a corrupção galopante. O arcebispo de Colombo, cardeal Malcolm Ranjit, exigira na semana passada a renúncia imediata do Presidente Gotabaya Rajapaksa e a constituição de um governo provisório de unidade nacional [ver 7MARGENS].
Os protestos atingiram o seu pico quando os protestantes invadiram a residência oficial do presidente, os seus escritórios à beira-mar e a residência do primeiro-ministro, afirmando que só sairiam depois do anúncio oficial das suas demissões, em gestos que foram acompanhados pelos militares, que nada fizeram para as impedir, segundo conta o The Guardian.
O Papa Francisco manifestou hoje a sua preocupação com a crise no Sri Lanka, alertando para os efeitos da instabilidade política e económica sobre as populações. “Uno-me à dor do povo do Sri Lanka, que continua a sofrer os efeitos da instabilidade política e económica. Com os bispos do país, renovo o meu apelo à paz e imploro aos que têm autoridade, para que não ignorem o grito dos pobres e as necessidades da população”, declarou, desde a janela do apartamento pontifício, após a recitação do Ângelus, citado pela Ecclesia.
Anthony Blinken, Secretário de Estado dos EUA, referiu hoje que uma das causas para estes protestos pode ser a escassez de alimentos provocada pela guerra na Uvrânia, e culpa a Rússia por isso. “Vemos o impacto da invasão russa em pouco por todo o lado”, afirmou Blinken aos jornalistas, acrescentando que “estamos a ver no mundo uma crescente sensação e segurança em prol de alimentação que foi exacerbada “.









