
O grupo que esteve na primeira assembleia da Conferência Eclesial da Amazónia. Foto © Vatican News
A primeira Assembleia da Conferência Episcopal da Amazónia (CEAMA) terminou nesta quinta-feira, 10, em Manaus. O programa permitiu refletir e apontar “quais são os novos caminhos de evangelização”, refere a organização.
Parte da Assembleia dedicou-se ao discernimento sobre quais os novos caminhos de evangelização pelos quais deverão transitar a Igreja na Amazónia para responder ao chamado de Deus, em coerência com o processo sinodal. A reflexão foi suscitada pelo padre Zenildo Lima, presbítero da arquidiocese de Manaus, cidade anfitriã. Também colaboraram nesta reflexão o padre Justino Sarmento, Peggy Vivas e Birgit Weiler.
De modo particular, a reflexão girou em torno de três pilares: educação, cultura e novos ministérios. Durante a assembleia, foram compartilhados os avanços dos núcleos de “inculturação do Evangelho e interculturalidade; ritos amazónicos; ministério da mulher; formação de ministérios; educação intercultural; e Programa Universitário Amazónico (PUAM)
Para o monselhor Eugenio Coter, membro da delegação da Igreja na Bolívia, estes dias da assembleia foram muito intensos. “Temos vivido com a alegria de compartilhar com os que caminhamos e navegamos na Amazónia”, afirmou, acrescentando que os participantes se sentiram “desafiados por conta das mudanças climáticas” e pela forma com que “o território amazónico está sendo maltratado, sem se darem conta de que não estão a danificar o pulmão, mas o coração do mundo”.
Presente esteve também o cardeal Czerny, Prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral no Vaticano, que vê a CEAMA como “uma semente de esperança que brota de um processo de escuta e acompanhamento dos povos”, uma “expressão de odres novos para poder acolher o vinho novo que brota do acompanhamento do território”, que exprime, como mostra a composição desta assembleia, “a unidade na diversidade da nossa Igreja, e o seu apelo a uma práxis sinodal cada vez maior”.
Por isso, o prelado apelou para “a necessidade de criar consciência nas Américas da importância da Amazônia para toda a humanidade”, para estabelecer “uma pastoral de conjunto com prioridades diferenciadas para criar um modelo de desenvolvimento que favoreça os pobres e sirva o bem comum”, como diz Aparecida. Também para “apoiar, com os recursos humanos e financeiros necessários, a Igreja da Amazônia para que continue a anunciar o Evangelho e a desenvolver a sua pastoral na formação de leigos e sacerdotes”, encorajando “a trabalhar intensamente para que a CEAMA seja um instrumento vivo da Igreja, como pediu com sentido profético o Cardeal Hummes”, citado pelo Vatican News.
A primeira Assembleia da CEAMA ratificou o cardeal Pedro Barreto como presidente e três dos vice-presidentes, Patrícia Gualinga, representante dos povos indígenas, a irmã Laura Vicuña Pereira Manso, representando a vida religiosa, e Mauricio López Oropeza, representando o laicado. Representando os presbíteros e diáconos, foi eleito o padre Zenildo Lima, que substitui o cardeal Leonardo Steiner.









