Oração ecuménica no Vaticano

Prior de Taizé: este Sínodo é uma aventura muito bela

| 21 Jan 2023

Taizé, islão, diálogo islamo-cristão, diálogo inter-religioso

Foto: Encontro de amizade islamo-cristão, na comunidade de Taizé, 15-18 Julho 2021. O irmão Aloïs (2º à esqª), prior de Taizé, com o imã Chemouini Chemsseddine, da mesquita de Massy (Paris-sud). © Taizé-Communauté.

 

“Acho muito belo que a Igreja Católica inicie um sínodo sem saber qual será o resultado final. É uma aventura; mas a própria Igreja é uma aventura” – disse o irmão Aloïs, prior de Taizé, na entrevista que deu a quatro jornais europeus sobre a oração ecuménica que decorrerá na Praça de São Pedro na véspera da abertura da primeira assembleia-geral do Sínodo.

Na entrevista, publicada neste sábado, 21 de janeiro, Alois afirma que o processo sinodal representa “um ponto de viragem” para a Igreja e explica que a vigília de 30 de setembro será uma oração perante a assembleia-geral do Sínodo, “não só com os bispos, mas com todo o povo de Deus”, envolvendo também “os cristãos de outras igrejas e aqueles que estão à margem da sociedade”. A proposta foi feita logo no momento inicial deste sínodo (outubro de 2021) e o Papa acolheu-a com entusiasmo e convidou o irmão Aloïs a concretizá-la.

Desde então, Taizé colabora com o Vaticano e com as comunidades católica, ortodoxa, protestante e anglicana, com os movimentos ecuménicos e agentes da pastoral juvenil para organizar o tempo de oração que o Papa Francisco anunciou após o Angelus do domingo passado nestes termos: “Anuncio que se realizará, no sábado, 30 de setembro próximo, na Praça São Pedro, uma vigília ecuménica de oração, com a qual confiaremos a Deus os trabalhos da 16ª Assembleia-Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos. Para os jovens que virão à vigília haverá um programa especial durante todo aquele fim de semana, organizado pela Comunidade de Taizé. A partir de agora, convido os irmãos e irmãs de todas as confissões cristãs a participar deste encontro do Povo de Deus.”

O programa completo da iniciativa Juntos será apresentado nesta segunda-feira, 23 de janeiro, no Vaticano, mas o prior de Taizé adiantou na entrevista que “no sábado [dia 30 de setembro] de manhã, os participantes percorrerão vários itinerários pela cidade de Roma ao encontro de lugares de espiritualidade e de fé, mas também de questões sociais e atuais”. Depois de almoço, “diversos movimentos carismáticos organizarão um momento de louvor”, avançou o irmão Aloïs, que antecede a peregrinação até à Praça de São Pedro. A vigília, embora ao estilo de Taizé, contará também com testemunhos de experiências eclesiais e empenhos concretos.

“Vivemos hoje, como Igreja, um momento difícil”, disse aos quatros jornais europeus o sucessor do irmão Roger: “Percebemos cada vez mais que, como igrejas, somos vulneráveis. Já não somos um grande navio navegando pelo oceano da humanidade para salvá-la. Em vez disso, somos um pequeno barco na tempestade.” Mas estas circunstâncias permitem, segundo Alois “tornar muito concreta a confiança no Espírito Santo”, confiando “em Cristo e não nas nossas forças” é possível viver o atual momento com alegria e esperança.

 

Judeus da Europa “mais angustiados que nunca” face ao aumento do antissemitismo

Estudo revela

Judeus da Europa “mais angustiados que nunca” face ao aumento do antissemitismo novidade

O mais recente relatório da Agência da União Europeia para os Direitos Fundamentais (FRA) não deixa margem para dúvidas: o antissemitismo cresceu nos últimos cinco anos e disparou para níveis sem precedentes desde o passado mês de outubro, o que faz com que os judeus a residir na Europa temam pela sua segurança e se sintam muitas vezes obrigados a esconder a sua identidade judaica.

Fundadora da Comunidade Loyola castigada pelo Vaticano é ministra da comunhão em Braga

Decreto de extinção a marcar passo?

Fundadora da Comunidade Loyola castigada pelo Vaticano é ministra da comunhão em Braga novidade

A pouco mais de três meses de se completar um ano, prazo dado pelo Vaticano para extinguir a Comunidade Loyola, um instituto de religiosas fundado por Ivanka Hosta e pelo padre Marko Rupnik, aparentemente tudo continua como no início, com as casas a funcionar normalmente. No caso da comunidade de Braga, para onde Ivanka foi ‘desterrada’ em meados de 2023, por abusos de poder e espirituais, a “irmã” tem mesmo estado a desenvolver trabalho numa paróquia urbana, incluindo como ministra extraordinária da comunhão, com a aparente cobertura da diocese.

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Sobreviventes de abusos acusam bispos de os “revitimizar” no processo de compensações financeiras

Contra a obrigação de repetir denúncias

Sobreviventes de abusos acusam bispos de os “revitimizar” no processo de compensações financeiras novidade

Vários sobreviventes de abusos sexuais no seio da Igreja Católica expressaram, junto da presidência da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), o seu descontentamento quanto ao “método a utilizar para realizar as compensações financeiras”, dado que este obriga todas as vítimas que pretendam obtê-las a repetirem a denúncia que já haviam feito anteriormente.

Cuidar do outro com humanidade

Cuidar do outro com humanidade novidade

A geração nascida em meados do século passado foi ensinada a respeitar os mais velhos, a escutá-los e seguir os seus ensinamentos, dada a sua condição de anciãos e, por tal, sabedores daquilo que é melhor para a família, para cada comunidade e para a sociedade em geral. Era assim que se preparavam as novas gerações para aprenderem a respeitar o outro, os seus pais, irmãos e avós, cuidando deles e uns dos outros, desde a nascença até à morte. [Texto de Caseiro Marques]

Agenda

Fale connosco

Autores

 

Pin It on Pinterest

Share This