América Latina

Prioridade para jovens, mulheres e vítimas das injustiças sociais e da Igreja

| 28 Nov 21

Participantes na Assembleia Eclesial da America Latina e Caribe. Foto © Direitos Reservados

 

A Assembleia Eclesial da Igreja da América Latina e das Caraíbas, que este domingo encerrou no santuário da Senhora de Guadalupe, na Cidade do México, define cerca de quatro dezenas de grandes desafios pastorais que sintetizam uma semana de trabalhos, num acontecimento que muitos observadores consideram histórico.

O reconhecimento do protagonismo dos jovens na comunidade eclesial e na transformação da sociedade; o acompanhamento das vítimas das injustiças sociais e eclesiástica; impulso à participação das mulheres nos ministérios e nas instâncias de governo, discernimento e decisão eclesial são os três mais destacados desafios que o documento conclusivo define.

Outros desafios que vêm a seguir, nesse documento, referem a promoção da dignidade da vida e da pessoa humana; o incremento da formação em sinodalidade para erradicar o clericalismo; a aposta na participação dos leigos na vida sociopolítica, cultural e eclesial; a escuta do clamor dos pobres, excluídos e descartados; reforma dos itinerários formativos dos seminários; renovação do conceito e experiência da “Igreja povo de Deus”; e dar prioridade à ecologia integral nas comunidades.

Ainda que se tenha tratado de um marco na vida da Igreja Católica, da sequência da conferência de Aparecida, em 2007, a grande novidade deste evento foi ter sido uma assembleia eclesial, juntando a “diversidade multifacetada” dos cristãos leigos, religiosos e bispos e de ter sido concebida e realizada com “uma verdadeira experiência de sinodalidade, ou seja, “de escuta mútua e de discernimento comunitário daquilo que o Espírito quer dizer à sua Igreja”.

Para cada um dos 41 desafios pastorais da Igreja na América Latina, o documento aponta, de forma sintética, algumas orientações pastorais.

Da assembleia saiu igualmente uma “mensagem ao povo da América Latina e das Caraíbas”, intitulado “Todos somos discípulos missionários em saída”, na qual se enfatiza e denuncia a dor “dos mais pobres e vulneráveis ​​que sofrem o flagelo da miséria e da injustiça”, assim como “o grito de destruição da casa comum” e a “’cultura do descarte’ que atinge sobretudo as mulheres, os migrantes e refugiados, os idosos, os indígenas e os afrodescendentes”.

A assembleia diz-se, por outro lado, preocupada “com o impacto e as consequências da pandemia que aumenta ainda mais as desigualdades sociais, comprometendo inclusive a segurança alimentar de grande parte” da população.

Não deixa, também, de referir “pecados intraeclesiais” como o “clericalismo e autoritarismo nas relações, que levam à exclusão dos leigos, especialmente das mulheres nas instâncias de discernimento e decisão sobre a missão da Igreja, constituindo um grande obstáculo à sinodalidade”.

De resto, sobre a sinodalidade esta assembleia deixa vincada esta mensagem: ela “não é uma moda passageira“, antes pertence à essência da Igreja.

 

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