Mensagem de Páscoa do bispo de Vila Real

Proclamar a vida num mundo cheio de “sinais de morte”

| 30 Mar 2024

A Conferência Episcopal precisava de ter os assuntos “mais trabalhados, mais mastigados, mais debatidos”, defende o bispo de Vila Real, António Augusto Azevedo. Foto © Ricardo Perna

“Temos verificado, com preocupação, o crescimento de regimes autoritários e de poderes pouco escrutinados, o alargamento da teia da burocracia e de formas de controle dos cidadãos, sem esquecer o atropelo aos seus direitos básicos”, alerta o bispo de Vila Real, António Augusto Azevedo. Foto © Ricardo Perna

 

Proclamar a vida, renovar a esperança” é o tema da mensagem de Páscoa do bispo de Vila Real, António Augusto Azevedo, na qual o prelado refere que no “mundo se ampliam os sinais de morte, provocada por armas cada vez mais sofisticadas e letais, pela fome e pela doença que afetam populações inteiras, por doenças ou por cataclismos, estes em resultado, no todo ou em parte, de alterações climáticas a que a ação humana não é alheia”.

Contra esses sinais de morte, o bispo lembra que “a Páscoa significa, antes de mais, passagem da morte à vida, início de um tempo novo” e que a morte e ressurreição de Cristo crucificado são acontecimentos com “um maior impacto na história”, para depois desejar que “a boa nova da ressurreição de Jesus, proclamada nesta Páscoa, cause o mesmo entusiasmo em todos os corações e o mesmo sobressalto de novidade que o mundo está a precisar”.

O prelado refere que “a modernidade fez da liberdade uma das suas grandes bandeiras” e que “da liberdade de consciência às liberdades cívicas registaram-se muitos avanços, apesar de começarmos a assistir, mais recentemente, a alguns retrocessos”. E acrescenta: “Temos verificado, com preocupação, o crescimento de regimes autoritários e de poderes pouco escrutinados, o alargamento da teia da burocracia e de formas de controle dos cidadãos, sem esquecer o atropelo aos seus direitos básicos”. Perante os ataques à liberdade, o  bispo de Vila Real sublinha que “fiel ao espírito pascal, o cristão tem apreço e compromisso para com a liberdade” que “exige atenção constante e empenho permanente, não podendo ser alienada a nenhum preço ou comprometida por qualquer razão”.

Por fim, António Augusto Azevedo, numa alusão ao processo sinodal, sublinha que a celebração da Páscoa deve suscitar em cada cristão “o forte desejo de caminhar juntos”: “Animados pelo Espírito, caminharemos juntos, renovando o sonho de construir uma Igreja mais pascal, fraterna e acolhedora e assumiremos com entusiasmo o compromisso de comunicar ao mundo uma mensagem de autêntica esperança”.

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