Entregue pelo Grupo VITA

Proposta de indemnização às vítimas de abusos não será implementada antes de abril

| 20 Fev 2024

José Ornelas, Manuel Barbosa, Virgílio Antunes, Conferência Episcopal Portuguesa

Bispo José Ornelas, presidente da CEP, padre Manuel Barbosa, secretário, e bispo Virgílio Antunes, vice-presidente, na conferência de imprensa final da assembleia plenária, que se realizou a 20 de abril de 2023, em Fátima. Foto © António Marujo/7Margens

 

O Grupo VITA entregou esta segunda-feira, 19 de fevereiro, ao Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) uma proposta de indemnização às vítimas de abusos sexuais no seio da Igreja Católica. Os “possíveis critérios a seguir” serão avaliados e uma proposta final deverá ser discutida na Assembleia Plenária da CEP, agendada para os dias 8 a 11 de abril, pelo que antes dessa data não será implementada.

“Alguns representantes do Grupo VITA estiveram presentes na reunião do Conselho Permanente da CEP, que se realizou ontem em Fátima, para entregar uma primeira proposta, pedida pela Conferência Episcopal Portuguesa, de possíveis critérios a seguir na atribuição de uma reparação moral, em termos financeiros, às vítimas de abusos sexual de crianças no seio da Igreja Católica em Portugal”, pode ler-se no comunicado que a CEP enviou esta terça-feira, 20, às redações.

“Foram traçadas linhas de continuação do diálogo encetado, de modo a configurar uma proposta de procedimentos que envolva as Comissões Diocesanas da Proteção de menores, a qual será apresentada à Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa”, informa a nota.

Não foram revelados os conteúdos da proposta de compensação financeira apresentada pelo Grupo VITA, mais de um ano depois de ter sido conhecido o relatório final da Comissão Independente, criada pelo Episcopado.

Como o 7MARGENS dava conta na semana passada, há ainda várias recomendações feitas nesse relatório que não foram consideradas e muito menos postas em prática.

No comunicado desta terça-feira, o Conselho Permanente – presidido pelo bispo José Ornelas – assegura que “a Igreja Católica em Portugal continua a manifestar a sua total disponibilidade para acolher e escutar as vítimas a quem foram infligidas tão duras vivências, através do Grupo VITA, das Comissões Diocesanas ou de encontros diretos com Bispos em cada uma das Dioceses, e reafirma a sua firmeza na implementação de uma cultura de proteção e cuidado das crianças, jovens e adultos vulneráveis no âmbito eclesial, contribuindo também para o diálogo sobre a violência sexual de crianças na sociedade em geral”.

 

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