AGENDA

SOBRE NÓS

ASSINAR

APOIAR

Jovens e pobreza. Foto © Nicola Barts de Pexels

Estudo revela

Quase 25% dos jovens portugueses em situação de pobreza ou exclusão social

| 31/07/2023

Jovens e pobreza. Foto © Nicola Barts de Pexels

Os dados revelam que 10% dos beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI) são jovens entre os 18 e os 24 anos – no total, são mais de 25 mil jovens. Foto © Nicola Barts/Pexels.

 

Na semana em que cerca de um milhão de jovens de todo o mundo se reúnem em Lisboa, um relatório da Pordata revela que, no caso dos portugueses, um número significativo (quase 25%) se encontra em situação de pobreza ou exclusão social. Apesar dos crescentes níveis de qualificação, os jovens entre os 14 e os 25 anos têm cada vez mais dificuldade em tornar-se independentes.

O estudo, divulgado esta segunda-feira, mostra que 246 mil jovens – quase 1 em cada 4 – estão em situação de pobreza ou exclusão social. No ano passado, havia 5 mil jovens nestas idades que recebiam o subsídio de desemprego, o que corresponde a 4% do total de beneficiários deste subsídio, e a cerca de 8% dos 64,2 mil jovens desempregados. Os dados revelam ainda que 10% dos beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI) são jovens entre os 18 e os 24 anos – no total, são mais de 25 mil jovens.

As boas notícias são que nove em cada dez jovens entre os 20 e os 24 anos têm, no mínimo, o ensino secundário (quando a média europeia é de 84%), e Portugal é o 7º país da União Europeia (UE) com maior proporção de jovens com ensino superior. Apesar disso, preocupações com o acesso à habitação e ao emprego continuam a afetá-los: seis em cada dez empregados têm vínculos de trabalho precários, e Portugal é o 7º país da UE com maior taxa de desemprego jovem, afetando um em cada cinco jovens no mercado de trabalho. “Ao contrário da UE, Portugal ainda não recuperou os valores da taxa de emprego que tinha antes da pandemia: em 2019, a taxa de emprego era 28% (33% na média da EU) e, em 2022, era de 25% (35% na UE), assinala o estudo.

Os dados revelam ainda que a inserção profissional dos jovens tende a caracterizar-se por salários mais baixos, em comparação com a população em geral. Em 2021, o salário médio dos jovens entre os 18 e os 24 anos foi de 948,8€ mensais brutos, menos 345,3€ do que a média nacional.

Assim, não é de estranhar que, em 2022, a esmagadora maioria dos jovens (95%) vivesse com os pais, “valor que traduz uma mais difícil independência, sobretudo considerando que este valor era de 86% em 2004”, assinala o relatório da Pordata. Portugal é o 4.º país da UE, a seguir à Itália (97%), Croácia (96%) e Espanha (96%), em que mais jovens vivem com os pais, ficando muito acima da média europeia (83%). Na Suécia e na Dinamarca, os jovens que vivem com os pais são menos de metade do total. “De acordo com dados de 2022 do Eurostat, a idade média de saída de casa dos pais era aos 30 anos, mais 3 anos do que a média europeia”, refere ainda o estudo.

 

Últimas Notícias

Últimas Notícias

Das cantigas de amigo à vinha

[Metáforas vivas]

Das cantigas de amigo à vinha novidade

Este texto corresponde à homilia de domingo, 4 de outubro, [domingo xxvii do tempo comum ― a ― 2026; 1º dia da semana da educação cristã; 800 anos da morte de S. Francisco], proferida pelo padre Joaquim Félix na igreja de S. Paulo, do Seminário Conciliar de Braga.

Jesus salva-nos de nós mesmos

[Entre Margens]

Jesus salva-nos de nós mesmos novidade

Uma das mais profundas obras de salvação realizadas por Jesus consiste em libertar-nos não apenas do pecado e da morte, mas também das falsas imagens que construímos acerca de Deus. Muitas vezes, consciente ou inconscientemente, projectamos sobre Deus os nossos medos, inseguranças e formas humanas de exercer o poder. [Texto de Vítor Rafael].

7MARGENS é um jornal digital
de Religiões, Espiritualidades e Culturas

Propriedade de Associação Porta 18 [ACSFL]
R. da Páscoa, 12 – R/C Dtº – 1250-179 Lisboa | NIPC: 514 876 905
Redação Lisboa: Largo da Luz, 11, 1600-764 LISBOA
IBAN: PT50 0035 0675 0004 6941 7308 1 (CGD)

O 7MARGENS aceita e incentiva a colaboração escrita, em vídeo ou audio dos seus leitores.
Reserva-se o direito de os difundir ou não e aconselha que os textos não excedam os 4.000 caracteres.

Pin It on Pinterest

Share This