Cidadãos "sem papéis"

Quase 500 pessoas em greve de fome em Bruxelas

| 20 Jul 21

Imagem do interior da Igreja de São João Baptista, em Bruxelas, reproduzida do Facebook de Dali Live
© ReporterMediaMilitant.

 

Centenas de pessoas estão há dois meses em greve de fome numa igreja de Bruxelas, num protesto que se radicalizou nos últimos dias, depois de um grupo ter iniciado uma greve de sede. A sua exigência é apenas uma: o direito a viverem legalizados no país onde residem e trabalham há anos e até décadas.

De acordo com o relato do correspondente da TSF na capital belga, o diretor da organização Médicos do Mundo já alertou para o risco de haver mortes entre estas várias centenas de pessoas em luta, instaladas desde 23 de maio na Igreja de São João Baptista. “Haverá casos dramáticos.”

“É a minha terceira greve de fome”, contou por sua vez Arsen à TSF. “Estou há 27 anos na Bélgica, estou a chegar do hospital, por causa da minha situação de saúde”, num discurso nem sempre sequente. “Sou um pai de família, o que estou aqui a fazer?”

A reportagem dá conta que, nos últimos dias, Arsen e cerca de uma centena de pessoas, maioritariamente magrebinos, juntaram aos dois meses de greve de fome uma arriscada greve de sede. 

Segundo a TSF, há 470 pessoas em greve de fome, instaladas entre a igreja e as instalações de duas universidades. Desde 2013 que iniciaram negociações com as autoridades para lhe ser reconhecido o direito de legalização, depois de uma manobra legal os ter deixado sem papéis. Em janeiro, iniciaram o protesto, com a ocupação dos três locais, por “recusa das autoridades em negociar”, como contou Ahmed, um trabalhador da construção, que vive há 17 anos na Bélgica.

A Igreja de São João de Baptista da Béguinage, em Bruxelas, já acolheu quatro greves de fome. “Temos um papel social”, explica o padre Daniel Aliet à TSF, dizendo que já acolheram um protesto “pela minoria curda” e que abriram as “portas aos sem-abrigo”.

“Portugal é um exemplo, pois durante a pandemia disse que todos os que estão sem papéis, e têm um dossier aberto, são provisoriamente aceites”, diz Daniel Aliet, defendendo que as autoridades belgas poderiam ter seguido este exemplo. 

 

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