
“Se não houver dignidade no trabalho, também não haverá dignidade na família”, concluiram os participantes na 12ª Semana Temática da LOC/MTC de Braga. Foto © LOC/MTC.
Os baixos salários e reformas, a falta de casas a preços acessíveis, os horários laborais longos e desencontrados, o aumento do custo de vida e o aumento da prestação da casa e das rendas foram alguns dos problemas debatidos durante a 12ª Semana Temática organizada pela Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos (LOC/MTC) da arquidiocese de Braga, que decorreu de 24 a 29 de abril em Famalicão para dar resposta à questão “Que dignidade para as famílias trabalhadoras?”.
Uma das respostas foi a de que, “se não houver dignidade no trabalho, também não haverá dignidade na família”, refere a LOC/MTC em comunicado enviado ao 7MARGENS com as conclusões do encontro. Isso mesmo comprovou uma das equipas participantes na iniciativa, que “fez um trabalho de campo sobre a habitação, viu e fotografou casas sem condições, tetos e paredes com humidades, com rendas caras difíceis de pagar”.
Da reflexão em conjunto, aprofundada com o apoio do assistente diocesano do movimento, diácono José Maria Carneiro da Costa, os participantes concluíram também que “a conciliação da vida familiar com o trabalho tem que começar em casa, começando pela repartição da administração familiar e o trabalho doméstico”.
Mas a preocupação deve estender-se à “Casa Comum”, até porque “temos que continuar a preparar a terra para que a semente do direito à dignidade continue a crescer e a produzir frutos abundantes”, destaca o comunicado, acrescentando que “o direito a uma habitação digna faz parte dos direitos universais”.
Assim, entre as principais “propostas para que a dignidade da família seja defendida e vivida como lugar onde habita Deus”, incluem-se “recorrer à formação; preparar o envelhecimento; lutar por um trabalho compatível com a vida familiar; lutar pelo domingo livre”, e ainda “pugnar pela criação de uma rede de habitações a custos controlados”.










