
D. António Juliasse (à direita, na foto) pede que as pessoas não esqueçam Cabo Delgado. Foto © ACN Portugal
“A violência terrorista continua a ter os seus efeitos em Cabo Delgado e a crise humanitária ainda está presente. Infelizmente, a situação não é muito [mostrada] nos últimos momentos e divulgada com a mesma intensidade como foi há algum tempo, mas o sofrimento do povo de Cabo Delgado ainda continua”, alerta D. António Juliasse, numa primeira entrevista como bispo de Pemba concedida à Fundação AIS.
O responsável lembrou que os campos de reassentamento acolhem milhares de “pessoas necessitadas”, e que muitas “não conseguem ter o alimento diário”, além de terem necessidades também ao nível da “de assistência médica e medicamentosa”. Por isso, o bispo apela à solidariedade de todos para com esta região tão empobrecida de Moçambique. “Renovo o apelo para que o mundo não esqueça Cabo Delgado e não esqueça o sofrimento que há, porque se nos esquecermos isso será grave, [pois] há imensa gente ainda dependente das ajudas que chegam de todo o lado, e, portanto, é preciso ainda continuar a salvar as vidas nestas condições de extrema pobreza”, disse o prelado que desempenhava já as funções de administrador apostólico nesta diocese, além de ser também bispo auxiliar de Maputo.
Na mensagem gravada, António Juliasse fala ainda em “profunda gratidão” ao Papa, lembrando que ele “está atento ao que está a acontecer” em Moçambique, assim como “às necessidades da Igreja Católica” neste país africano de língua portuguesa. O bispo refere ainda uma “atenção especial de comunhão e proximidade do Papa Francisco com as peculiaridades da Igreja diocesana de Pemba, Cabo Delgado, que passa por momentos difíceis causados pela violência do terrorismo”.









